quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Três desejos - Resenha #6

Livro: Três desejos
Autor: Julius Brening
Editora: Pendragon

A melhor maneira de explicar o enredo da história é dizendo que é um casamento entre uma espécie de releitura de Aladdin - porém com um portador da lâmpada nada humilde como o nosso querido personagem dos desenhos costumava ser - com uma teoria de criação do Universo, sendo o gênio da lâmpada representado como o criador dele, o “Deus”, o que significa que o único gênio mesmo é o autor.  Não há muito que posso dizer sem dar spoiler e estragar as sacadas geniais do livro. Garanto que é muito mais gostoso de descobrir durante a leitura.

Então vamos as reações:

Os personagens do livro são incrivelmente bem construídos e com uma profundidade impressionante.  O destaque vai, é claro, para Askhar que teve uma evolução gritante durante a narrativa que não só contribui para a melhora da personalidade do garoto como de quem está lendo. As lições de vida que esse livro traz são necessárias para qualquer ser humano, afinal, que nunca deixou de dar valor aquilo que tinha antes de perdê-lo quando estava atrás de coisas fúteis? Trexis e Grinth também não ficam atrás. Você consegue perceber o peso que cada um tem na história e como não seria possível eliminar nenhum deles do enredo.
Os cenários e cenas são muito bem detalhados o que te faz mergulhar no livro esquecendo que há um mundo real a sua volta. A narrativa é muito instigante, então se está com algum bloqueio daqueles que não consegue mais ler livro nenhum, esta é uma ótima opção para voltar para seu ritmo, pois a partir da primeira página, você não consegue mais largar.

 O autor faz referências de ótimos livros, então quem for fã de Percy Jackson, já pode entrar de cabeça nessa história que vai amar. O autor também possui os traços do humor do nosso Rick Riordan, o que torna a leitura bem mais leve e descontraída.
Exceto nos momentos de desespero e o pior deles é o final. Julius consegue por no papel a emoção dos personagens de uma maneira tão intensa que é impossível não acompanhar o sentimento e o desfecho foi pessoalmente difícil de lidar. Minha crítica ao fechamento da história é que ele é um tanto cruel demais, mas a mensagem é clara: “não é porque você merece uma segunda chance que você terá uma”. Os amantes de finais atípicos e bem longe do clichê “felizes para sempre” vão ficar malucos.

Se eu recomendo este livro? Eu acho que ele devia ser obrigatório. Se você não o leu ainda, sugiro que leia e garanto que não irá se arrepender. Deixarei os sites para compra abaixo, mas se preferirem, podem encontrá-lo também na Bienal do Rio, no estande da Pendragon. Eu estarei lá também e vou amar ter alguém para comentar esse livro maravilhoso, então apareçam por lá!!

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sábado, 10 de agosto de 2019

Entrevista com a Lia - Saga Poder Ignorado


Desenho feito pro Helloisa T. Castro


Nome: Emília Johnson                                                                
Apelido: Lia
Idade:17                                                                                
Status: Humana
Poder: Seus desenhos pulam das páginas
Mora: Reino de Luz                                                                      
Lar ideal: no mundo real
Personalidade: Impaciente, tagarela, pé no chão
Animal de estimação: não tem






[Fernanda]: Bom dia, leitores da Saga Poder Ignorado e do blog Em minha mente! Hoje vamos finalmente entrevistar essa personagem tão querida por vocês. Que virou a dona do livro mais do que a própria protagonista. Seja bem-vinda, Lia!
[Lia]: Ai, obrigada! É um prazer estar aqui. Estou ansiosa para responder as perguntas dos meus fãs. Não tem nenhuma pergunta sobre amor aí não, né?

[Fernanda]: Talvez (risos). Vamos começar pegando leve com você, então. Um leitor fez uma pergunta incrível que é ótima para iniciar sua entrevista: “Lia, que você é durona, todos nós já sabemos, mas por vezes fica claro que você tenta reprimir suas emoções (exceto pela raiva) pra passar uma figura de força constante! Você faz isso por que tem receio de se abrir com as pessoas ou por que quer mostrar aos que estão ao seu redor que nada te abala e que eles podem contar com você sempre que precisarem?”
[Lia]: Eu entendi errado ou ele está me chamando de nervosinha? (Fernanda dá de ombros). Tá bom, entendi. Deixa eu pensar... Pode repetir a pergunta? (repetindo a pergunta) Ah, é uma falta de respeito... Enfim, sem dúvida nenhuma eu tento reprimir as emoções porque elas me tornam vulnerável e as pessoas adoram explorar essa fraqueza. Não é pra contarem comigo, não, oxe. Tô nem aí. Quem pode contar comigo, sabe e também não abusa da minha boa vontade.

[Fernanda]: Certo. Uma curiosidade dos que te enviaram perguntas: “se tudo o que aconteceu com a Lena acontecesse com você, como você acha que seria?”
[Lia]: O que aconteceu com a Lena jamais aconteceria comigo por vários fatores. Primeiro aquela indecisão de garotos “aí, agora eu gosto do Daniel, agora eu gosto do Jhonatam, agora eu gosto do Daniel de novo” Meu Deus! Ela não consegue ver que os dois são embustes? Eu mandaria os dois a merda bem rápido. Segundo, que eu não passaria nem da fase do envio do bilhete. Ia ler, rasgar e ir xingar a Lena por me espionar enquanto falava sozinha (no caso, falava com os meus amigos imaginários que eu nem sabia que existiam!) e por aí vai...

[Fernanda]: Falando neles, com qual dos amigos imaginários você sente maior conexão?
[Lia]: Que pergunta difícil! Eu acho que cada um me traz uma certa segurança de formas diferentes. O Erik faz eu me sentir segura em relação as minhas emoções e medos sem precisar fazer nada além de lançar um olhar ou segurar minha mão quando preciso. James faz eu me sentir protegida de qualquer coisa que venha me atacar, sei que daria a vida por mim se fosse necessário. Sunny faz eu me sentir acolhida e confiante, sinto que posso contar qualquer coisa para ela que ela vai ouvir e me entender. Acho que não seria capaz de escolher um.

[Fernanda]: Que amores! Também queremos saber: O que você ta achando do Reino de Luz?
[Lia]: O lugar é um pesadelo. Você não tem um minuto de sossego! Não consegue nem recuperar o fôlego antes de mais uma aventura incrível te pegar de surpresa de novo. Só quero voltar pra casa para tentar dormir até meio dia pelo menos uma vez.

Desenho feito por Helloisa T. Castro
[Fernanda]: Então se tivesse que escolher entre mundo real e imaginário...?
[Lia]: Mundo real! #saudades

[Fernanda]: Entendo! (risos). Em uma dessas aventuras, você literalmente enfrentou seus medos e aí vai mais uma pergunta: Esse terror por joaninha vai acabar para sempre?
[Lia]: NÃO! Não importa quantas eu mate, vou continuar tendo medo delas. É maior do que eu. Literalmente.

[Fernanda]: Aí vai uma questão difícil: Você acha que conseguiria se adaptar ao Reino de Luz para sempre ou você acha que um amigo imaginário se daria melhor no mundo real?
[Lia]: Eu acho que nessa troca mágica, Daniel se saiu muito melhor do que eu no quesito adaptação. Ele até arrumou um emprego! Coisa que eu mesma não tinha conseguido ainda... Eita, lembrei que devo uma surra nele por essa troca mágica. Deixa eu fazer uma nota aqui (Lia pega um de seus papéis mágicos e faz uma anotação). Pronto.

[Fernanda]: Acho que você está pronta para umas perguntinhas sobre relacionamento. (Lia balança a cabeça freneticamente em negativa). Está sim, vamos lá! Por que você se sente tão insegura sobre isso?
[Lia]: Deve ser porque todos da minha família me deram um péssimo exemplo nesse assunto. Meus pais são separados, meu pai namorou com alguém por moldura por mais de vinte anos e eu nem vou falar de Lena. Cristo! Ela é mais do que um exemplo pra me fazer correr de garotos.

[Fernanda]: Sabemos que se não tivesse ido parar no Reino de Luz, você teria um encontro. Como você acha que seria?
[Lia]: Essa foi a única vez que agradeci por essa merda toda ter acontecido. Na minha cabeça, seria algo bem constrangedor que não ia dar em nada. Acho que o único jeito de me conquistar é fazendo o que o Stevie fez, chegando de fininho sem nem ter a intenção disso realmente. De uma forma que não da pra fugir.

[Fernanda]: Entre o Stevie do Reino de Luz e Rick do mundo real, qual seria a sua escolha?
[Lia]: Não tem um meio termo disso, não? Porque se for assim prefiro não escolher nada.

[Fernanda]: Os seus fãs estavam bem inspirados! Uma última pergunta complicada e finalizamos: Você abriria mão do mundo real por um amor?
[Lia]: Eu sei que isso talvez seja meio babaca de ser dizer, mas depois de tudo que te contei sobre os relacionamentos da minha família e tal, você deve imaginar que aprendi algo nessa observação de fora: Nunca abra mão de algo que você realmente quer por alguém. O arrependimento é bem amargo.

[Fernanda] Obrigada novamente, Lia, por sua presença e suas respostas maravilhosas. Sei que todos vão se divertir com elas.
[Lia]: Pode me chamar sempre que quiser. Adoro falar sobre a minha vida e conversar assim tão descontraidamente!


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sábado, 3 de agosto de 2019

Entrevista com Jhonatam - Saga Poder Ignorado



Desenho feito por Helloisa T. Castro




Nome:  Jhonatam                                          
Apelido: Jhon
Idade: 23                                                                                          
Status: Humano
Poder: Habilidade construtora e persuasão.
Mora: no mundo real                                                                  
Lar ideal: no mundo real
Personalidade:  estrategista, egoísta, galanteador
Animal de estimação: Bob (cachorro)




[Fernanda]: Hoje vamos conversar um pouquinho com esse personagem que vocês tanto amam odiar!(Falei para pegarem leve com as perguntas) Jhonatam! Seja Bem-vindo ao em minha mente.
[Jhon]: Olá Fernanda, você está muito linda hoje!

[Fernanda]: Sabe que me bajular não te trará um final feliz, né?
[Jhon]: Quem sabe? Acredito que tudo se resolve numa simples conversa (piscadela).

[Fernanda]: Vamos começar,sim? (sorriso forçado) Tem uma ótima pergunta aqui. Você se considera um babaca? Os leitores estão perguntando se você sempre foi assim.

[Jhon]: Eu diria que sou apenas um garoto normal que cometeu muitos erros e é severamente julgado por eles. Quero dizer, qualquer jovem que não conseguiu equilibrar perfeitamente a vida profissional com amorosa que atire a primeira pedra!  Há quem diga que escolhi o trabalho ao invés de Lena, mas essa nunca foi a minha intenção. Tanto que quando ela demonstrou o seu incômodo tentei mudar, mas já era tarde.

[Fernanda]: Acho que você não está em condições de sugerir um apedrejamento, Jhon (risos). Você sente que a Lena é uma vilã na sua vida ou que você deixou o seu amor escapar?
Desenho feito por Helloisa T. Castro
[Jhon]: Eu acho que os dois cometeram erros nesta relação. Também não acho que se deixa o amor da sua vida escapar. O que é seu sempre acaba voltando para você.

[Fernanda]: Então você acha que ainda tem chances com Lena depois de tudo o que fez?
[Jhon]: Quem mais sabe, além de você, hein Fe? A única coisa que sei é que Daniel não é de ficar muito e Lena é carente demais para ficar sozinha. São muitas as possibilidades.   

[Fernanda]: (outro sorriso forçado pela a intimidade que não dei) Mas você se daria uma segunda chance depois de todas as suas bolas foras? Por qual motivo?
[Jhon]: Claro que sim e como disse os dois erraram. Basta que os dois se perdoem e fica tudo zerado. Ou você não acredita que as pessoas possam mudar?

[Fernanda]: Quando estão dispostas sim! Quais foram os maiores erros da Lena na sua opinião?
[Jhon]: Ela desconsiderou todo o meu esforço em fazer esse relacionamento dar certo. Acho que ela ficou tão encantada no Reino de Luz que depois que saiu, não conseguiu mais aceitar o mundo real e uma pessoa comum ao seu lado. Isso fez tudo o que construímos desmoronar assim que teve que enfrentar a volta desse mundo mágico para sua vida.

[Fernanda]: Falando em Reino de Luz, como você lida com a experiência neste mundo?
[Jhon]: Como se tudo tivesse sido apenas um sonho ou fruto da minha imaginação.
Desenho feito por Helloisa T. Castro

[Fernanda]: Mas você não acha que isso te faz ignorar tudo o que aprendeu lá também?
[Jhon]: Eu acho que eu tive mais dores de cabeças do que aprendizado nesse mundo. Prefiro tentar esquecer que ele existiu, principalmente depois da experiência com o Senhor das Sombras. Só quero esquecer que tudo isso aconteceu.

[Fernanda]: Falando nele, como foi lidar com ele em sua mente? Do que você teve mais medo?
[Jhon]: Que ele nunca mais saísse de lá. Foi aterrorizante. Todos aqueles pensamentos ruins que tem na cabeça se tornando mais fortes a ponto de interferirem em suas atitudes, porém também me senti poderoso como nunca havia sentido. Essas duas coisas juntas podem acabar com a vida de uma pessoa e não é a toa que estou nesta situação deplorável.

[Fernanda]: Agora, com ele fora da sua cabeça, o que você pretende fazer no futuro para que sua situação melhore?
[Jhon]: Sinceramente? Eu não tenho a menor ideia.

[Fernanda]: Jhon, obrigada por sua presença e por responder nossas perguntas.
[Jhon]: Foi ótimo. Pode me chamar mais vezes, sei que não sou seu favorito, mas posso ser útil para você.
[Fernanda]: Adeus (sorriso sádico de quem já sabe o que acontece com ele no final, enquanto o observa voltar para  o livro).

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