sábado, 15 de fevereiro de 2020

2# Crítica de filme: Para todos os garotos que eu já amei – P.S. Eu ainda amo você



Olá leitores do blog Em minha mente! Sejam bem-vindos a volta do quadro Crítica de filme! Se vocês curtirem posso trazê-lo de forma mais recorrente aqui, então comentem se você gostarem, ok?

No post de hoje, vamos falar sobre um dos meus temas favoritos em histórias: as lições de amor e relacionamentos que podemos tirar da literatura contemporânea (vocês podem verificar neste link a abordagem do tema em Poder Ignorado: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2017/11/9-licoes-de-amor-em-poder-ignorado.html) e nada melhor do que este filme recém lançado na Netflix, uma sequência muito esperada pelos fãs da saga. Vou usar como base apenas o filme, pois o livro ainda está nas minhas metas de leitura deste ano (assim que for feita a leitura, trarei a resenha e comparação com o filme), mas agora falaremos o que este segundo filme da trilogia nos ensinou em seu enredo.

Contextualizando


Esse é o segundo filme, sequência de “Para todos os garotos que já amei” que fala sobre uma garota chamada Lara Jean que tinha o costume de escrever cartas para todos os garotos por quem se apaixonava, sem nunca enviá-las, guardando todas em uma caixa. Um dia, estas cartas desapareceram e foram recebidas a quem eram destinadas. Foi uma baita confusão e se ainda não assistiu, corra lá para ver o primeiro e o segundo filme na Netflix (e nem leia o restante do post, pois pegará muitos spoilers!).

Agora nesta sequência, nossa protagonista está feliz em um relacionamento com Peter Kavinsky, apesar de muitas inseguranças rondarem sua mente por ser seu primeiro namorado de verdade na vida. Como se seus sentimentos já não estivessem atordoados o suficiente, uma de suas cartas (enviadas no filme anterior) para um amor de infância chamado John Ambrose foi respondida revelando uma reciprocidade com seus sentimentos da época. Muitas reviravoltas acontecem na história, mas neste post, falaremos o que podemos aprender com algumas delas:


Lara Jean, John e o ser humano não-monogâmico


Na grande maioria dos filmes de romance, nós vimos retratados na tela um amor monogâmico, onde o casal é totalmente apaixonado um pelo outro como se todos os outros seres humanos do planeta Terra não existissem mais ou que o interesse por um terceiro elemento fosse completamente improvável, mas sabemos que não é assim que funciona. A volta de John Ambrose na vida de Lara Jean mostrou com perfeição que apesar de um relacionamento ser feliz, se interessar por outra pessoa pode acontecer no meio da jornada. Não, eu não sou evoluída ao ponto de achar que temos que sair por aí pegando todo mundo e que ninguém é de ninguém, também não acho que é isso que o filme quis retratar. O que ele diz é que apesar de alguém de fora do relacionamento balançar nossos sentimentos de vez em quando, são as nossas escolhas que importam. Escolher alguém diariamente entre tantas outras opções é o que o amor é. John foi uma peça chave no relacionamento de Peter e Lara Jean, pois foi isso que a fez ver quem era a escolha que ela queria fazer dali em diante.


Lara Jean, Peter e suas inseguranças


Ao invés de aproveitar o relacionamento maravilhoso que tinha, Lara Jean só ;conseguia pensar nas coisas que estavam faltando nela. Não ser boa o suficiente, não saber como agir, não ter experiências e isso acabou minando bastante um sentimento que era verdadeiro. Essa é a causa para muitas separações que não são trabalhadas da forma correta e não estando dentro de um filme, uma segunda chance pode não ser dada. Essa provavelmente foi a causa de uma abertura e intensificação de sentimentos por John Ambrose, deixando seus sentimentos ainda mais confusos e também piorou as crises de ciúmes que Lara Jean teve por causa da aproximação de Peter e Gen.
   

Lara Jean, Gen e a falta de autoestima


Todas as paranoias da nossa protagonista se davam principalmente por causa de uma pessoa: Genevieve, a ex-namorada de Peter e sua ex-melhor amiga. Na cabeça de Lara Jean, talvez até inconscientemente, ela era inferior a garota em todos os sentidos e isso gerava todas as inseguranças, o que da a entender que era recíproco. Enquanto Lara Jean tentava ser uma namorada aos padrões que Gen era, Gen culpava Lara por não estar mais com o Peter. Isso mostra o quão importante é trabalhar nossa autoestima, pois a falta dela criou a inimizade das garotas e fez com que uma culpasse a outra por erros que eram delas mesmas.



Gostou da minha avaliação do filme? Então venha conhecer mais meu trabalho seguindo o blog e comprando meus livros:





sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Livros que inspiraram a saga - Curiosidades sobre o Poder Ignorado #3



Tenho a teoria de que nem os mais criativos livros de fantasias não nascem do nada. A minha foi uma literal mistura de um mundo mágico em que mergulhei desde cedo por meio dos livros e o que observo na vida real que me apropriei na minha escrita.
Vocês já puderam conhecer um pouco das minhas influências do mundo real no post "https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/12/tansformados-pelo-reino-de-luz.html" que falo sobre as pessoas da minha vida que inspiraram alguns personagens. Hoje vocês conhecerão o que inspirou a parte fantástica que vocês podem encontrar no Reino de Luz, ou seja, os livros que me levaram até a experiência de uma criação própria e suas referências.

Harry Potter




Está foi a primeira saga que li na vida, obviamente deixou marcas profundas. Os meus personagens utilizam de magia o tempo todo e apesar de não usarem uma varinha ou de palavras para disparar o feitiço, e sim canalizarem seus pensamentos para criar algo, como usar a imaginação mesmo, a minha paixão por castelos e batalhas mágicas com certeza veio desta saga.

 
Percy Jackson



Essa saga também está muito presente na trilogia Poder Ignorado. Há quem diga que quando descrevo um Medo, quase é esperado que uma criatura mitológica apareça ali. As lutas de espadas e o humor dos personagens foram frutos de uma leitura prazerosa que tive ao ler os livros de Rick Riordan que acabaram influenciando minhas próprias páginas. Além do ritmo de escrita, sem enrolação e com ação o tempo todo, sem pausas para respirar.




As crônicas de Nárnia




Eu não cheguei a ler a saga completa, mas os três primeiros que li já deixaram sua marquinha em meu mundo. Com certeza a teoria de viagem entre os mundos com a utilização de objetos e até mesmo o meio de comunicação, como a moldura de Gustavo, foram inspirados em Nárnia.


Eragon



Eu também só li o primeiro livro e será que alguém consegue adivinhar onde esta história está presente em Poder Ignorado? Sim, assim que li este livro, minha paixão por dragões nasceu e foi impossível para mim não entregar um a minha Lena. Mesmo Bob sendo bem diferente de Saphira em muitas coisas, a lealdade entre humana e dragão está bem visível na história.



E aí, gostaram das curiosidades sobre o livro? Tem mais alguma que gostariam de saber? Deixem aqui nos comentários e quem sabe não faço um post sobre isso?

Não conhece meus livros e se interessou, pois um de seus livros favoritos está nesta lista? Venha conhecê-los:









Instagram: @fehtcastro


sábado, 1 de fevereiro de 2020

Resenha #12 - Alys Elemento Infinito


Olá leitores do blog Em minha mente! Como vão? O ano de 2020 começou com finalizações de livros maravilhosos e consequentemente, resenhas! Hoje vamos finalizar uma trilogia que vocês estão acompanhando aqui comigo (link das resenhas dos dois primeiros livros caso ainda não tenham visto: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/10/resenha-8-alys-elemento-alpha.html e https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/11/resenha-11-alys-elemento-omega.html), com Alys Elemento Infinito. Vamos ficar órfã de série juntos?




Título: Alys Elemento Infinito
Autora: Priscila Gonçalves
Editora Pendragon

Sinopse:


“Depois de enfrentar a chegada de duas luas e, por consequência, novos metais e suas implicações mágicas, Alys se prepara para sua última batalha.

Não fosse suficiente, ela e o guardião descobrem uma chave que pode virar o jogo em favor do Zmora e seu mestre. Agora precisam resolver seus próprios conflitos se quiserem chegar nela antes do inimigo.

Ao mesmo tempo, o conselho se divide quando Helix exige um trono que há muito não é disputado, acirrando a discussão sobre a caça às bruxas.

Ao final da jornada, sob o templo milenar da vida, Alys enfrentará seu maior desafio, testará sua fé na lenda, sua esperança em si mesma e o amor pelos seus amigos. E, quando a escuridão enfim chegar, terá que descobrir o que estará disposta a perder para cumprir sua missão.”

Crítica


Este final se divide em mostrar o quão prontos os personagens estão para finalizar sua missão e um quê de retrospectiva. Em alguns momentos é possível perceber alguns resgates ao começo da história, como se chegar ao fim fizesse os personagens lembrarem do começo o que causa nos leitores uma nostalgia tremenda e nos faz lembrar a trajetória que os acompanhamos até aqui. É como se Priscila nos preparasse para o final que inevitavelmente vai acontecer.

Os personagens, mesmo prontos para o tal desafio, ainda se questionam muito, pensando no porquê foram escolhidos pelo criador e o que faz deles tão especial dentre tantos outros seres. Ver o Construtor responder em pessoa é sempre muito emocionante. Neste livro é onde pode se ver todos com a fé mais forte do que todos os outros, ainda que um único erro pudesse por tudo o que fizeram nos últimos anos a perder.

A guerra final foi completa. Tiveram um grande desafio, inúmeras e dolorosas perdas e um encerramento do que descobrimos ser apenas uma batalha, ao invés de uma guerra. Seria um pequeno gancho a ser explorado pela autora? Quem sabe? As esperanças dos amantes desta história futurista (que nem está mais tão longe assim, mais uma piscada e estaremos em 2033) nunca morrem.
O enredo foi novamente levado com maestria, sem pontas soltas, sem dúvidas restantes e com muita tristeza em saber que o portal de Nafh’ta foi fechado para nós, nos esperando quem sabe no futuro? Só tenho a agradecer pela honra de poder conhecê-lo e por Priscila ter escolhido compartilhá-lo conosco (dá até um desespero em pensar que ela quase nos privou desta história maravilhosa por timidez).

Convido a todos os amantes de fantasia e até os que não curtem tanto assim, pois Alys e Evan tem o carisma ideal para convertê-los para este mundo mágico da leitura fantástica. Agora eu posso dizer com toda a segurança do mundo que esta é uma trilogia que se pode comprar o box sem medo, pois não irá se arrepender a não ser que leia tudo muito rápido e fique como eu, sem rumo e com uma saudade dos personagens que talvez seja eterna.

Adquira já!



Alys Elemento infinito (físico):
Alys Elemento infinito (e-book):
Box Alys (trilogia completa):