Olá
leitores do blog Em minha mente! Estamos de volta com mais uma resenha, ainda
na maratona da Editora Pendragon. Hoje nós conheceremos o Blackwater. Estão
prontos para embarcar em mais essa aventura comigo?
Título: Blackwater
Autora: Gabrielle M. F. de Souza
Editora Pendragon
Sinopse:
“Jacqueline Blackwater é a capitã
do navio pirata mais conhecido em todos mares, Cursed Mermaid. Destemida, ela
comanda uma tripulação composta somente por mulheres e com uma regra muito
clara: não é permitido homens a bordo.
No entanto, o destino a faz salvar
um náufrago do mar. Assim que percebe que se trata de um homem, a primeira
coisa que Jacqueline quer fazer é jogá-lo de volta para se afogar, mas acaba
sendo convencida a deixá-lo ficar. Jacqueline é obrigada a conviver, depois de
tantos anos de pirataria, com alguém do sexo oposto, e a sensação de
que o conhece parece apenas piorar a situação toda.
O último lugar no mundo em que
Adrian gostaria de estar era num navio pirata. Nobre vindo das Colônias, tudo o
que ele queria era poder voltar para casa, mas, pelo visto, o destino gosta de pregar
peças...’’
Análise:
O
livro conta a história de uma mulher chamada Jacqueline Blackwater que, em uma
época em que os homens ainda se achavam os donos das terras e dos mares, é
capitã de um navio pirata só de mulheres, contrariando a superstição de que uma
mulher a bordo trazia má sorte.
Certo
dia, elas encontram um corpo baleado à deriva no mar. Um homem! A
tripulação o
resgata e o mantém como prisioneiro. Sendo esta obra um romance, já dá pra
presumir o que acontece entre este homem e a capitã durona do navio. Não é?
A
primeira coisa que gostaria de comentar sobre este livro foi uma quebra de
expectativas que eu tive. Nada tem a ver com a narrativa e sim com o que eu
esperava dele. Pela capa e a premissa, pensei ser um livro mais recheado de
aventuras com um romance de pano de fundo, mas na realidade é o contrário. Esta obra é centralizada no romance entre
Jacqueline e Adrian com toques de aventura aqui e ali. Isso acabou me
desanimando um pouco porque eu esperava uma história completamente diferente,
mas ela não deixa de ser boa. Acredito que se você já vai com essa informação, já
faz a leitura com um olhar ideal.
Falando
desses personagens, Jacqueline começa sendo uma mulher admirável. Que dá um
chute na bunda da decepção amorosa e passa de uma garota que tem seu destino
pré-definido por homens para dona do seu próprio destino. Quanto mais se
descobre de sua trajetória, mais se admira esta personagem e se percebe a sua
preocupação com a tripulação, digna de uma capitã, e sua paixão pela vida que
leva. Porém, ela se perde totalmente quando Adrian reaparece em sua jornada. É
interessante como a história foi escrita e como ela foi perdendo gradualmente o
controle da situação quando os sentimentos entram em jogo, porque isso é o que
de fato acontece com pessoas que acham que podem dispensar o amor de suas vidas.
Já Adrian foi o que mais me agoniou nesta história.
Desconsiderando o fato de que Jacqueline sentia sim algo por ele, o homem
parecia não se importar com seus “não’s”. Quanto mais ela o afastava, mais ele
insistia e apesar de o amor deles talvez não ter acontecido se não fosse esse
estranho jeito de amar dos dois, Adrian não dava espaço para que Jacque pudesse
pensar. Ela não consegue refletir sobre o que quer para si e ele impõe a sua
vontade o tempo todo. Queria ver mais firmeza por parte da personagem, mas o
que fazer se aqueles olhos que refletem o oceano a amolece?
Os cenários que abraçam esse romance são bem detalhados e
combinam bem com o estilo da história. Gabrielle consegue nos transportar para
uma outra época com os vestidos, velas, linguajar dos personagens, entre outros
detalhes. Da para ver o cuidado que tem com cada pedacinho da sua história.
As cenas de luta também poderiam ser aprimoradas. Há
muito suspense para chegar até elas, os personagens levam bastante tempo para
se preparar e quando chegamos lá, não é algo que parece tão planejado assim.
Talvez, se a autora tivesse descrito como ações de improviso, faria mais
sentido para as ações seguintes. Ou um plano mais bem elaborado que fizesse o
leitor se impressionar com suas estratégias.
Recomendo Blackwater para quem curte um amorzinho no
estilo “morde e assopra” em uma época de espartilhos e cortejos, pirataria e
emoção, com até mesmo algumas sereias perdidas por ali.
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