domingo, 26 de abril de 2020

Resenha #14 - Blackwater

Olá leitores do blog Em minha mente! Estamos de volta com mais uma resenha, ainda na maratona da Editora Pendragon. Hoje nós conheceremos o Blackwater. Estão prontos para embarcar em mais essa aventura comigo? 


Título: Blackwater
Autora: Gabrielle M. F. de Souza
Editora Pendragon

Sinopse:
“Jacqueline Blackwater é a capitã do navio pirata mais conhecido em todos mares, Cursed Mermaid. Destemida, ela comanda uma tripulação composta somente por mulheres e com uma regra muito clara: não é permitido homens a bordo.
No entanto, o destino a faz salvar um náufrago do mar. Assim que percebe que se trata de um homem, a primeira coisa que Jacqueline quer fazer é jogá-lo de volta para se afogar, mas acaba sendo convencida a deixá-lo ficar. Jacqueline é obrigada a conviver, depois de tantos anos de pirataria, com alguém do sexo oposto, e a sensação de que o conhece parece apenas piorar a situação toda.
O último lugar no mundo em que Adrian gostaria de estar era num navio pirata. Nobre vindo das Colônias, tudo o que ele queria era poder voltar para casa, mas, pelo visto, o destino gosta de pregar peças...’’

Análise:

O livro conta a história de uma mulher chamada Jacqueline Blackwater que, em uma época em que os homens ainda se achavam os donos das terras e dos mares, é capitã de um navio pirata só de mulheres, contrariando a superstição de que uma mulher a bordo trazia má sorte.

Certo dia, elas encontram um corpo baleado à deriva no mar. Um homem! A
tripulação o resgata e o mantém como prisioneiro. Sendo esta obra um romance, já dá pra presumir o que acontece entre este homem e a capitã durona do navio. Não é?

A primeira coisa que gostaria de comentar sobre este livro foi uma quebra de expectativas que eu tive. Nada tem a ver com a narrativa e sim com o que eu esperava dele. Pela capa e a premissa, pensei ser um livro mais recheado de aventuras com um romance de pano de fundo, mas na realidade é o contrário.  Esta obra é centralizada no romance entre Jacqueline e Adrian com toques de aventura aqui e ali. Isso acabou me desanimando um pouco porque eu esperava uma história completamente diferente, mas ela não deixa de ser boa. Acredito que se você já vai com essa informação, já faz a leitura com um olhar ideal.

Falando desses personagens, Jacqueline começa sendo uma mulher admirável. Que dá um chute na bunda da decepção amorosa e passa de uma garota que tem seu destino pré-definido por homens para dona do seu próprio destino. Quanto mais se descobre de sua trajetória, mais se admira esta personagem e se percebe a sua preocupação com a tripulação, digna de uma capitã, e sua paixão pela vida que leva. Porém, ela se perde totalmente quando Adrian reaparece em sua jornada. É interessante como a história foi escrita e como ela foi perdendo gradualmente o controle da situação quando os sentimentos entram em jogo, porque isso é o que de fato acontece com pessoas que acham que podem dispensar o amor de suas vidas.

            Já Adrian foi o que mais me agoniou nesta história. Desconsiderando o fato de que Jacqueline sentia sim algo por ele, o homem parecia não se importar com seus “não’s”. Quanto mais ela o afastava, mais ele insistia e apesar de o amor deles talvez não ter acontecido se não fosse esse estranho jeito de amar dos dois, Adrian não dava espaço para que Jacque pudesse pensar. Ela não consegue refletir sobre o que quer para si e ele impõe a sua vontade o tempo todo. Queria ver mais firmeza por parte da personagem, mas o que fazer se aqueles olhos que refletem o oceano a amolece?

            Os cenários que abraçam esse romance são bem detalhados e combinam bem com o estilo da história. Gabrielle consegue nos transportar para uma outra época com os vestidos, velas, linguajar dos personagens, entre outros detalhes. Da para ver o cuidado que tem com cada pedacinho da sua história.

            As cenas de luta também poderiam ser aprimoradas. Há muito suspense para chegar até elas, os personagens levam bastante tempo para se preparar e quando chegamos lá, não é algo que parece tão planejado assim. Talvez, se a autora tivesse descrito como ações de improviso, faria mais sentido para as ações seguintes. Ou um plano mais bem elaborado que fizesse o leitor se impressionar com suas estratégias.

            Recomendo Blackwater para quem curte um amorzinho no estilo “morde e assopra” em uma época de espartilhos e cortejos, pirataria e emoção, com até mesmo algumas sereias perdidas por ali. 

Sites para compra:

Físico:

E-book:

domingo, 19 de abril de 2020

Por que ler o especial de Páscoa?



No final de semana passado foi publicado um conto de páscoa da trilogia Poder Ignorado. Ele se passa no último capítulo do Nas Garras das Trevas (o volume 2 da saga). Para quem ainda não conhece a história destas obras, ela sobre uma menina chamada Lena que recebe um bilhete para entrar em um mundo onde tudo é influenciado pela mente humana. Onde os amigos imaginários vivem e os medos se transformam em monstros para serem literalmente enfrentados. Enquanto ela está lá, vivendo suas aventuras e caindo no charme do seu lindíssimo amigo imaginário Daniel, sua paixão da vida real, Jhonatam a procura no mundo real, seguindo suas pistas e ficando cada vez mais confuso com as coisas que encontra.

A leitura do conto deste universo é gratuita para qualquer que clicar no link no final do post, mas por que você deveria ler este conto?.

       Matar a saudade dos personagens

Se você já é leitor e está apenas o terceiro livro, esse conto vai lhe trazer um alívio da espera até o ano que vem quando está previsto o lançamento do próximo volume. Nada melhor do que matar a saudade da nossa Lia, Lena e Daniel, não é mesmo? Esta curta historinha é perfeita para você que está esperando! Não chega a ser uma continuação e nem nos dá muitas dicas, mas dá para se divertir no Reino de Luz um pouquinho. 



        Um assunto para refletir

Neste especial também é abordada a nossa pandemia aos olhos da personagem Lena. Ela conta brevemente seus pensamentos sobre a doença, como ela afetou o nosso famigerado "mundo real"e fala sobre os reflexos dela nessa páscoa, como lidamos com ela e o que podemos fazer diferente. Aposto que você, preso nessa quarentena, vai se identificar um pouco com os sentimentos da nossa protagonista neste momento delicado.


        A importância da Imaginação

O conto fala sobre como os coelhinhos da páscoa, que superlotam o Reino de Luz nesta época, começam a desaparecer pois as crianças pararam de acreditar no coelhinho, afinal esta pandemia criou também uma crise econômica que não incentiva os adultos a investirem nas tradições. A forma que os personagens solucionam o problema e frisam a importância do imaginário neste momento, assim como a menção de como os escritores também são soldados importantes nesta guerra contra a doença, é muito bonita de se ler. Uma inspiração para nós que não temos ideia do diferencial que cada um pode fazer para contribuir com este momento. 



Já tem boas impressões

Os leitores que já tiveram a oportunidade de ler, já estão mandando seus elogios:






Gostou? Sim? Mas provavelmente está pensando “eu deveria ler este conto sem nunca ter lido nenhum de seus livros?”

Obviamente, esta história será mais emocionante para quem está acompanhando a trilogia até aqui, mas todos podem se divertir com a narrativa. De qualquer forma,  é bom que estejam cientes de que podem receber alguns spoilers. Recomendo que conheçam e leiam os dois livros primeiro para depois ler este conto.

Dica: Se quiserem menos spoilers, podem experimentar ler o especial de Natal, que foi publicado entre o volume 1 e 2, também disponível na mesma plataforma também de forma gratuita. (Link da matéria "Por que ler o especial de natal": https://fernandatcastro.blogspot.com/2017/12/por-que-ler-o-especial-de-natal-do.html)






domingo, 5 de abril de 2020

Entrevista com autor #5 - Vivian Villalba


Olá leitores do blog Em minha mente! Já faz um tempo desde a última, mas consegui trazer mais uma entrevista para vocês. Hoje conheceremos a Vivian, autora do Esquadrão X (leia a resenha no link: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/11/resenha-9-esquadrao-x.html)
Prontos conhecer essa diva das distopias e fantasias?

Ficha do autor

Nome: Vivian Villalba
Obras: Esquadrão X e Dakota
Se pudesse se dar um adjetivo como autora seria: Empática.

Hábitos de escrita

[Fernanda]: Você tem alguma rotina de escrita ou segue a sua inspiração?
[Vivian]: Quando estou trabalhando em um livro, tento sentar um pouco para escrever todo dia, mesmo que não saia nada.

[Fernanda]: Você escreve seus livros na ordem cronológica em que acontecem ou prefere escrever partes avulsas e juntar tudo no final?
[Vivian]:Gosto de manter a ordem, mas sempre tenho o final já em mente.

[Fernanda]: Como você se sente ao terminar um livro?
[Vivian]: Uma mistura de alívio e desespero, pois ainda tem muita coisa pela frente.

[Fernanda]: Você costuma fazer ficha para os seus personagens?
[Vivian]: Não é um costume, mas houve histórias em que as fichas foram necessárias. Principalmente quando há muitos personagens importantes.

[Fernanda]: Você tem algum autor ou obra que inspira sua escrita?
[Vivian]: Harry Potter e JK Rowling influenciaram muito a base da minha escrita.


Vivian e o Esquadrão X

[Fernanda]: De onde veio a ideia para a temática do livro?
[Vivian]: Estava escrevendo uma história que se passa em outro planeta colonizado pelos humanos. Nessa história, a comunicação com a Terra é cortada de repente e os habitantes do planeta ficam sem saber o que houve. Comecei a pensar sobre o que havia acontecido com a Terra e me veio a ideia para um novo livro.

[Fernanda]: Por que uma invasão alienígena? Você acredita que existam ou existirão extraterrestres na "vida real"? Ou foi o cenário de guerra mesmo que te inspirou?
[Vivian]: Acredito em vida além da Terra. Enquanto eu pensava no que havia acontecido com a Terra, criei duas hipóteses: os humanos cortaram a operação porque não queriam mais gastar tanto dinheiro com a colonização ou algo forçou a parada. Com os sinais constantes enviados para o Universo nesse processo de colonização que durou anos, a lógica seria atrair atenção demais, logo, uma sociedade alienígena que precisava de um planeta habitável surgiu para conquistar o território.

[Fernanda]: Vemos que os integrantes do Esquadrão X tem bastante química entre si, além de ser um time bem completo. Você sendo a mente por trás da Major, com base em que você os escolheu e suas habilidades?
[Vivian]: Enquanto os capitães não podem escolher os integrantes de seus esquadrões, a Major tem esse privilégio, então ela fez o possível para montar um time completo, cada um com habilidades diferentes que se completam, mas o mais importante: humanidade. Major não queria soldados robóticos, queria sentimentos, vulnerabilidade e motivação. Todos os integrantes do Esquadrão X não precisavam estar no exército, apesar dos motivos diferentes, todos escolheram estar ali. Cada integrante representa uma parte da própria Major.

[Fernanda]: Interessante! Existe alguém em sua vida inspirou algum personagem? Pode nos contar quem e como essa pessoa influenciou em sua escrita?
[Vivian]: Conscientemente, não.

[Fernanda]: Você tem algum personagem favorito? Qual seria?
[Vivian]: A Major.

[Fernanda]: Algum momento durante a escrita fez algumas lágrimas suas caírem ou tudo de acordo com o plano frio e calculado?
[Vivian]: Uma morte em particular foi muito difícil, não me arrancou lágrimas, mas demorei bastante para decidir se ela iria acontecer.

[Fernanda]: Sei como é (risos) .Na sua opinião, qual é a principal mensagem do seu livro?
[Vivian]: A maioria das minhas histórias é sobre amizade. A vida fica toda bagunçada quando a gente menos espera, mas o caminho fica mais fácil quando estamos em boa companhia.


Outras obras e planos futuros

[Fernanda]: Pretende escrever algum livro de um gênero completamente diferente do Ficção Científica?
[Vivian]: Ficção científica não era nem meu gênero principal, na verdade. Mas, por coincidência, será o gênero dos meus três primeiros livros. Tenho várias histórias de fantasia, mas não são volumes únicos. Eu quis começar com livros sem continuação antes de entrar em um compromisso longo com uma saga.

[Fernanda]: Escolha inteligente! Você deixou um gancho no fim do livro ótimo para ser explorado. Teremos uma sequência de Esquadrão X ou  pelo menos um spin-off?
[Vivian]: No final do livro, há um epílogo conectando o universo do livro Esquadrão X com outro livro, mas uma história não dependerá da outra. O leitor pode começar por qualquer uma. É a história sobre o planeta que estava sendo colonizado pela Terra.

[Fernanda]: O que podemos esperar de você neste mundo literário? Tem planos próximos de tirar algum projeto da gaveta?
[Vivian]: Meu segundo livro estava na gaveta, inclusive. A ideia surgiu em 2010, mas outras foram passando na frente. Em 2018, senti uma vontade do nada de trabalhar nele e não lutei contra. Dakota será publicado agora em 2020.

[Fernanda]: Mal podemos esperar! Para finalizar, deixe uma mensagem para os leitores:
[Vivian]: Boas companhias são essenciais, sejam elas amigos, animais, família ou livros.

Conheça melhor o trabalho da Vivian

Instagram: @aqueescreve (link: https://www.instagram.com/aqueescreve/?hl=pt-br
YouTube: Escreva-me! (link: www.youtube.com/c/Escrevame) - recomendo demais, principalmente para autores iniciantes. Não perco um vídeo!