sábado, 28 de setembro de 2019

Livros adquiridos na bienal - Todos lançamentos!



     Olá pessoal, sejam bem-vindos de volta ao Em minha mente!

     Já estou há algum tempo querendo fazer um post sobre a Bienal do Rio, que participei no stand da Pendragon entre os dias 30/08 e 02/09, mas a verdade é que não tem muito o que falar. Eu foquei tanto em aproveitar as companhias dos autores que conheci e vender meus livros que acabei nem colocando o nariz para fora do meu stand direito e como estive lá no fim de semana mais tranquilo, acabei percebendo que não havia nada a comentar de utilidade pública.

     Então resolvi falar dos livros que adquiri no evento. O critério sempre é “Meu Deus, não consegui me segurar” (ir para a bienal pobre não é fácil). Ou por que o livro chamou muita atenção ou porque o autor foi muito atencioso e foi impossível não levar a obra dele para casa. Ás vezes os dois.

     Prontos para conhecê-los? Comentem embaixo qual livro chamou mais atenção e qual deveria ser o próximo na minha lista de leitura, pois estou numa dúvida cruel: 


As princesas de Caliestel


     Autora: Mariana A. Araújo
Editora Pendragon

     Sinopse:
    O pequeno país de Caliestel é dividido em dez cidades que possuem nomes um tanto diferentes, nele reinava a paz e a alegria, até que a princesa Sara é sequestrada aos 12 anos de idade.
Inconformado com o acontecido, Eduardo, o melhor amigo de Sara e filho do caseiro de confiança do rei, foge de casa para procurar a menina. Ele fracassa na missão, mas encontra algo especial: uma garotinha corajosa, destemida e apaixonada que se tornará a nova princesa de Caliestel. Com o passar dos anos, Beatriz se torna uma linda jovem amada pelo povo, e apaixonada por Eduardo, que jamais perdeu as esperanças de encontrar a princesa perdida. Em meio a mistérios, romances e aventuras, será que o destino das duas se unirá de alguma forma?

Nota sobre a autora: Conheci a Mariana no dia do evento e tivemos bastante tempo para conversar (amizade plantada com sucesso <3) . Ela é uma pessoa incrível, me apaixonei pela pessoa que ela é e estou muito ansiosa para ler seu livro. Se desejam conhecer uma autora super atenciosa e ler um livro com castelos, princesas e triângulos amorosos, podem apostar na Mari. Foquem nestes brindes que ganhei no lançamento, muito caprichosos!!




Stowe

  Autora: Giovanna Vaccaro
Editora Coerência

        Sinopse:
     A pequena e chuvosa cidade de Monte Verde fica de cabeça para baixo quando é atingida por misteriosas mortes. Ninguém conhece as vítimas, e parece que o assassino sempre está um passo à frente, deixando terríveis marcas de sangue nos que ficaram para trás.
Um grupo de adolescentes se une para investigar o que significam aquelas mortes e o motivo de ninguém se lembrar das vítimas. Eles se tornam amantes, inimigos, suspeitos, alvos e vítimas de um assassino que está à procura de sangue e que, talvez, não queira apenas matar.

Nota sobre a autora: A Gi é minha amiga autora de longa data e foi uma das únicas autoras que me fez sair do stand para vê-la. Não consegui resistir a sua obra, tão diferente dos que ela costumava escrever. Ela também é muito atenciosa com os leitores e adora seus feedbacks. Quer um livro mais no estilo Riverdale? Esta é a escolha certa para você.




Não me encontrou na Bienal para adquirir meus livros? Compre já:







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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Entrevista com o autor #1 - Julius Vieira


   Sejam bem-vindos a primeira entrevista com autor no blog Em minha mente! Fico muito feliz que comece com esse carinha que já sou fã declarada: Julius Vieira, autor de um dos meus livros favoritos da Pendragon, o  "Três desejos" (Que já temos resenha do livro para quem ainda não viu: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/08/tres-desejos-resenha-5.html). Aposto que quem ainda não conhece o trabalho do autor, vai querer conhecer após essa entrevista incrível. Divirtam-se! 
Ficha do autor

Nome: Julius Vieira
Idade: 22 anos
Obras: Três Desejos, Em Algum Lugar Dentro de Mim, Conto “Mal me quer” na antologia “Enquanto as luzes não se apagam” e alguns contos disponibilizados no Wattpad (links no final da entrevista).

[Fernanda] Descreva-se como se fosse um personagem:
[Julius Vieira] Julius podia parecer, em um primeiro momento, uma pessoa tímida, mas isso era um engano. A questão é que ele sempre precisava de um tempo para se soltar em qualquer ambiente. Sem conseguir enxergar um palmo a sua frente sem seus óculos, seus amigos sempre o associavam com piadas e trocadilhos ruins, mas ele nunca entendeu esse fato muito bem, já que acha seu senso de humor impecável. Em uma roda de conversa, é muito provável que em algum momento ele comece a viajar pelos universos que habitam em sua cabeça, até alguém trazê-lo outra vez para a realidade, mas ele sempre tenta fugir dela outra vez quando começa a criar suas histórias.

[Fernanda] Se pudesse se dar um adjetivo como autor, seria:
[Julius Vieira] Detalhista. Só que não em um sentido de ser bastante descritivo, mas em um sentido de pensar em pequenas conexões de significados dentro das histórias, que talvez passem despercebido. Nem sempre é algo complexo ou mirabolante, mas eu gosto de fazer algumas sugestões espalhadas pelos livros e as associações ficam por conta dos leitores.

Hábitos de escrita

[Fernanda] Você tem alguma rotina de escrita ou você segue a sua inspiração?
[Julius Vieira] Uma coisa é fato: eu sempre estou com vontade de escrever e tenho ideias o tempo todo. Não sou muito de anotar não, tudo vai se abarrotando dentro da minha cabeça. Entretanto, no momento, eu não tenho uma rotina fixa de escrita devido aos estudos e trabalho. Escrevo quando e o quanto dá, mas sempre estou escrevendo, nem que seja um poema ou conto.

[Fernanda] Você escreve seus livros na ordem cronológica em que acontecem ou partes avulsas e junta no final?
[Julius Vieira] Por mais que os acontecimentos não sejam cronológicos, eu escrevo na ordem em que aparecem no livro. O que às vezes é uma tortura, já que tem cenas que eu planejo e fico ansioso para escrevê-las e isso, na maioria das vezes, demora. Isso é porque, para mim, as cenas seguintes costumam ser construídas muito a partir do que já ocorreu na história e se eu escrever fora de ordem eu sinto que a cadência da escrita não fique tão boa.

[Fernanda] Como você se sente ao terminar um livro?
[Julius Vieira] A sensação é de alivio e de dever cumprido.  O cérebro parece uma gaveta que acabou de ser esvaziada e limpa, pronto para se encher outra vez com ideias.

[Fernanda] Você costuma fazer ficha para o seus personagens?
[Julius Vieira] Eu já tentei ser um escritor organizado, mas é difícil hahaha. Normalmente, tudo fica na minha cabeça, salvo alguns roteiros mais gerais que uso na concepção do enredo. É bem caótico.

[Fernanda] De qual trabalho você tem mais orgulho?
[Julius Vieira] Essa é uma pergunta bem difícil. Três Desejos foi escrito sem muita pretensão, era um hobby e eu até disponibilizava os capítulos na internet. Depois de terminar, escrevi muitos contos, fracassei em muitas histórias e quando comecei meu livro mais recente, o “Em algum lugar dentro de mim”, eu já tinha maturidade maior e o processo foi mais consciente. Eu não diria que tenho mais orgulho de uma obra ou de outra, mas do percurso e a evolução que sinto ter entre elas.

[Fernanda] Você tem algum autor ou obra que inspira sua escrita?
[Julius Vieira] A minha primeira inspiração foi o Rick Riordan, autor de Percy Jackson e os olimpianos. Ao terminar de ler essa saga eu sentia uma vontade incontrolável de fazer as pessoas sentirem o mesmo que eu sentia lendo aqueles livros. Ainda hoje, me inspiro muito nas tiradas sarcásticas que o Rick adora colocar nos livros, mas sofri influência de vários outros autores depois disso, como os autores brasileiros Leonel Caldela e o Mauricio Gomyde, sendo esse último o autor de um dos meus livros favoritos o livro “Surpreendente! ” e que o estilo é uma das inspirações para o “Em algum lugar dentro de mim”.

Julius e o Três Desejos

[Fernanda] De onde veio a ideia para a temática do livro? Como ele surgiu?
[Julius Vieira] É engraçado dizer, mas Três Desejos veio de uma frustração. Na época, eu tentei escrever uma história de fantasia que era uma mistura de tudo o que eu já tinha consumido de narrativas, cheio de obviedades e situações que estavam muito mais que batidas. E lá pelo capítulo cinco dessa história, eu descartei tudo. Minha primeira frustração como escritor. Foi aí que eu abri uma página em branco no computador disposto a criar algo que parecesse novo. Era uma época que estava ocorrendo muitas releituras de contos de fadas e então eu comecei a pensar nos contos que eu nunca tinha visto nenhuma dessas novas versões. Eu tinha assistido Aladdin alguns dias antes e a figura daquele gênio explodiu em minha mente na sua fumaça azul. Nesse mesmo dia, eu escrevi uma breve sinopse do que viria ser a primeira versão de Três Desejos, partindo do pressuposto que todo mundo pediria desejos infinitos caso encontrasse um gênio da lâmpada.


[Fernanda] Como você decide o nome dos seus personagens? Com nomes peculiares como Askhar e Bririon, você inventa ou pesquisa em algum lugar?
[Julius Vieira] Nomes sempre vem bem naturalmente para mim. Com nomes mais exóticos, eu misturo palavras, inverto sílabas e por aí vai, não costumo fazer muita pesquisa, é mais um exercício de criatividade. Nos dois casos mencionados dos personagens de Três Desejos, a intenção era causar certa estranheza, então optei por uma estética com muitas letras e uma sonoridade marcada.

[Fernanda] Uma das coisas que me intrigou na sua obra, foi a frieza que Askhar tinha a princípio com os pais. Poderia nos dar uma informação extraoficial de como a relação com eles chegou a tal ponto?
[Julius Vieira] Muito da personalidade do Askhar é algo que poderíamos dizer que é da índole dele, mas como vemos na história, o Askhar foi por um período crítico de sua formação de caráter, filho único. A partir do momento da chegada de seu irmão, ele começa a se sentir traído por seus pais por se adaptarem ao novo contexto. É uma mistura de egocentrismo e ressentimento, que se contrapõe ao carinho e amor que ele também carrega por sua família. 

[Fernanda] No livro percebemos que você criou uma nova versão de pós-vida. Você se inspirou em alguma já existente ou criou tudo na hora?
[Julius Vieira] Essa foi uma parte divertida da escrita. É como o Askhar pensa quando encontra Trexis pela primeira vez: Eu queria inventar um jeito de conciliar o criacionismo e a teoria da evolução numa espécie de “e se”. Então, o melhor jeito foi dizer: “Olha, vocês entenderam tudo errado”. Esse pós-vida vem dessa coisa de mostrar como “realmente é.” Além da sua estrutura também dialogar com a mensagem que considero ser a principal do livro.

[Fernanda] Na sua opinião, qual é a principal mensagem do seu livro?
[Julius Vieira] Eu diria que são mensagens correlacionadas: Pense bem nas suas escolhas antes de toma-las para não gastar um tempo valioso se arrependendo delas. Se tiver oportunidade de corrigir algum erro, corrija da melhor forma possível. E, para seguir a temática de três, Ame quem você ama agora e não depois.

[Fernanda] Descreva o final do seu livro com uma palavra.
[Julius Vieira] Eu acho que “inesperado” seria a palavra ideal.

[Fernanda] O Julius de hoje mudaria o final de algum personagem, ou está plenamente satisfeito com o desfecho de sua história.
[Julius Vieira] Eu com certeza não mudaria finais, mas acho que alteraria bastante coisa nos capítulos iniciais do livro, na forma como as coisas vão sendo apresentadas.

Outras obras e planos futuros

[Fernanda] Fale um pouco do seu conto na antologia “Enquanto as luzes se apagam”.
[Julius Vieira] A proposta da antologia é falar desses problemas tão comuns que encontramos hoje, que são esses transtornos psicológicos, como a depressão, a ansiedade entre outros, explorados em contextos fantásticos para trazer esses temas para debate. O meu conto se chama “Mal me quer” e ele é narrado pelo ponto de vista de uma flor. Nesse conto, eu não quis especificar em um desses transtornos, mas discutir que tipo de situações que nos submetemos que podem fomentar o surgimento desse tipo de problema.

[Fernanda] Sabemos também que você tem um livro em pré-venda chamado “Em algum lugar dentro de mim”. O que podemos esperar dele?
[Julius Vieira] Acho que ao contrário de Três Desejos, que temos muita ação e aventura, nesse o ritmo é um pouco mais tranquilo, uma leitura mais intimista. Félix é um personagem completamente diferente do Askhar e que tem dilemas muito mais internos que externos, como o título já diz, é uma viagem introspectiva para os pensamentos mais íntimos do nosso protagonista. É uma história que tem a intenção de arrancar algumas lágrimas e sorrisos. Entretanto, há também semelhanças, o tema sobre a importância de valorizar as pessoas que estão ao nosso redor retornam em uma outra perspectiva.

[Fernanda] O que podemos esperar de você neste mundo literário?
[Julius Vieira] Eu pretendo continuar escrevendo e eu espero que as pessoas continuem lendo, hahaha. A intenção é sempre estar com novidades para os leitores.

[Fernanda] Pretende escrever algum livro de um gênero completamente diferente de fantasia
[Julius Vieira] Sim e já está em prática. “Em algum lugar dentro de mim” é muito mais um drama pessoal do personagem que uma fantasia. Apesar de ter um elemento “irreal”, esse elemento é mais um simbolismo que uma coisa fantástica. Fora isso, tenho pronto na gaveta o primeiro livro de uma duologia distópica, que ainda não tem previsão de lançamento e agora estou nos capítulos iniciais do que acho ser minha história mais madura até agora. Pretendo falar de alguns problemas sociais que acho que precisam ser retratados. Ainda é um projeto que está no início, mas estou bastante empolgado.

[Fernanda] Para finalizar, deixe uma mensagem para os leitores:
[Julius] Primeiramente, agradeço a Fê por ter me convidado para essa entrevista tão legal e os leitores que acompanharam as respostas até aqui. Deixo também o convite para conhecerem meus livros, e até mesmo os contos que estão gratuitamente no Wattpad. Me sigam nas redes sociais: @1criadordehistorias no Instagram, Facebook e Wattpad, é lá que sempre divulgo as novidades. Até a próxima, galera!



Livro Três Desejos:

Livro “Em algum lugar dentro de mim”

Links dos contos (lembrando que são GRATUITOS):
Onze horas: 

Primeiro contato:

Não faça silêncio:

O álbum de um ceifador:

A fogueira está no sangue:

A água que ta no céu:

Autorretrato:

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Resenha #7 - Para onde vão os suicidas?




Título: Para onde vão os suicidas?
Autor: Felipe Saraiça
Editora: Pendragon

Sinopse:
 "Era dezembro quando Angelina nasceu. Uma noite gélida, de ventos fortes e relâmpagos que iluminavam todo o quarto do hospital. Quase que em silêncio, ela foi retirada do ventre de sua mãe que, também em silêncio, não mais respirava. A enfermeira, tão jovem e sonhadora, não sabia como lidar com vida e morte lado a lado. Seu pai, de modo mecânico e robótico, a balançava, não conseguindo contemplá-la. Seus olhos não mudaram de direção nem mesmo quando a menina iniciou seu pranto. Lá fora, a chuva caía forte, embaçando os vidros das janelas, e pintando todo o céu de cinza. Ele não chorava, apenas embalava lentamente sua filha, num ritmo quase que fúnebre, enquanto perguntava a si mesmo se seria egoísmo preferir que a criança tivesse perdido a vida e não sua noiva."

  
  Minha leitura e resenha calharam majestosamente no nosso Setembro Amarelo. Finalzinho dele, mas não existe melhor jeito de comentar sobre o suicídio do que citando esse livro incrível. A obra conta a história de Angelina, que ao tentar cometer um suicídio acaba se encontrando com a Deusa da Morte Ixtab, que diz que encontrará a morte se conseguir evitar outros suicídios. Sem muita opção, acaba aceitando e parte em uma grande jornada de aprendizado que é literalmente uma corrida contra a própria Morte.

 Felipe Saraiça consegue discutir o assunto de forma leve, porém com significados profundos. Consigo identificar por seus outros livros Palavras de rua - que conta a visão de um morador de rua sobre a vida e já virou até filme - e Descolorindo Eloáh -  o qual temos uma palinha em Para onde vão os suicidas?- que o autor escreve sobre temas polêmicos que nós deixamos passar no nosso dia-a-dia. O objetivo dele não é te distrair ou te fazer fugir da realidade, pelo contrário, ele te faz enxergar a realidade como você nunca viu. Sua literatura tem o objetivo principal de incomodar. Então se procura algo para fugir do mundo em que vive, sugiro que escolha outras obras.

     Seus personagens suicidas são profundos de uma forma inesperada. Você conhece bem mais da vida deles do que jamais conhecerá Angelina, a personagem principal. E o que mais gostei é que eles não seguem um padrão. Nós temos adultos, adolescentes e até idosos com esse desejo de encontrar a morte. Nunca tinha me passado pela cabeça um idoso com vontade de cometer um suicídio, já passou pela de vocês? Achei todos os motivos para os suicídios plausíveis e é impossível não se emocionar com a história de cada um deles.

    Porém, como ponto negativo da narrativa, os "salvamentos" fracos. Não consegui compreender como as ações de Angelina conseguiram mudar decisões tão fixas nas cabeças das pessoas. Talvez seja essa a mensagem de Felipe, que ações simples podem mudar atos gigantescos, mas confesso que alguns eu não engoli. Eloáh, por exemplo, é um. A vida deste personagem era pesada demais para que tudo se resolvesse em uma conversa no banheiro. Espero que tenha a resposta que procuro em sua mais recente obra "Descolorindo Eloáh". Os cenários são bem descritos, mas não os considero necessários, pois nosso foco está 100% nas questões emocionais trabalhadas na narrativa.

      Recomendo a todos que gostam de uma fantasia misturada com realidade que gostam de uma narrativa cheia de lições de vida.
      
        Onde encontrar os livros:


Box de todas as obras do autor:

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