quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

1# Crítica de filme: Maze Runner e a Cura Mortal

                 Assista ao trailler: https://www.youtube.com/watch?v=xAzLgg7zkGI

     Ontem foi dia de dar adeus a mais uma trilogia incrível que marcou muitos corações (inclusive o meu)

     "A Cura mortal" é o último filme da série original de Maze Runner, uma distopia que fala de um mundo sem muitos recursos com a grande maioria da população infectada pelo Fulgor. Os personagens principais são imunes a essa doença que ataca o cérebro, levando a pessoa a insanidade e depois a morte. Os tais são estudados e perseguido por um grupo de cientistas denominado C.R.U.E.L que esperam encontrar nos mesmos a cura para este terrível vírus que está devastando o mundo aos poucos.
    
     Essa série vale a pena ser conhecida pois nos faz pensar em muitas coisas, mas principalmente em como os nossos líderes que nos representam no governo parecem nos enxergar de verdade e o  que nos aconteceria se o mundo entrasse em colapso. É perfeita para abrir os olhos do povo e se todos o assistissem com olhos críticos (e não somente como um filme de ação) perceberiam que deveríamos agir enquanto a Terra ainda escolhe cuidar de nós, pois quando ela desistir, estamos claramente lascados.


     Agora falando do filme, especificamente este último. A primeira coisa que você precisa saber ao assistir os filmes desta saga é que os diretores são incapazes de seguir o livro fielmente (assim como a maioria das adaptações sobre as quais falo mais do assunto nesse post: http://fernandatcastro.blogspot.com.br/2017/11/livros-x-filmes.html). Porém, está humilde crítica amadora que vos fala ama os filmes. Tudo bem, pode ser que na tela nós não vejamos o que lemos e adoramos, acabamos muitas vezes nos decepcionamos por esses motivos, mas a melhor coisa neles é que os personagens pulam das páginas. A atuação de cada um deles é incrível e acho que ver nelas os personagens que nos amamos é muito gratificante. 
     Nesse filme em especial, dou o prêmio ao ator  Aidan Gillen que faz Jansen que fez um papel magnífico interpretando o vilão da saga, ao Thomas Brodie-Sangster que interpreta Newt e a Kaya Scodelario que faz a nossa amada/odiada Teresa. O trabalho de cada um deles me proporcionou dar um adeus apropriado a história e aos meus clareanos. Só tenho a agradecer e a idolatrar. Também quero dar destaque às Cranks que foram muito bem feitos e às mortes que ficaram bem emocionantes. 
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     Como pontos negativos, temos o de sempre: foco no heroísmo onde não tem, cenários mais tecnológicos que o necessário e partes inventadas que todos nós sabemos que não deveriam estar ali, mas isso não estraga o filme. Ele continua sendo incrível e apaixonante levado por atores excelentes. 
Eu adorei fazer parte desta aventura e recomendo a todos a embarcarem nesta. Não se deixem assustar pelas capas de livro pretas demais ou cenas assustadoras. Não é um filme de terror e se você gosta de mistérios, essa saga é perfeita para você, pois só vai revelando as informações aos poucos enquanto você morre de curiosidade do outro lado.
                                                   

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Resenha #2 - Tartarugas até lá embaixo

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Título: Tartarugas até lá embaixo
Autor: John Green
Editora Intrínseca
Sinopse:
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referência de vida do autro - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o que fez John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.   

Nenhum texto alternativo automático disponível.A princípio, acredito que tenho que pedir desculpas a você, que veio até esse blog procurar uma opinião imparcial sobre este novo livro do John Green. Este é meu autor favorito dentre a infinidade de outros que li e ainda lerei. Não acredito que haja outro com tal dom, ninguém que escreva como ele, pelo menos não nesse século, mas estou pronta para ser surpreendida sempre.
     É claro que depois de você ler vários livros de um certo autor vai descobrir que inevitavelmente eles tem um molde. O do John Green é sempre um adolescente, geralmente com alguma barreira intransponível em sua vida  e como essa pessoa - que tenta viver uma vida normal - lida com isso. Isso nunca foi um problema para mim, afinal somos bons em fazer certas coisas de certo modo e, como escritor, temos a possibilidade de escolher o que faremos e de que modo sem que ninguém possa impedir, apenas criticar bastante - e nosso Rick Riordan está aí para nos mostrar isso. Além disso, o molde pode até ser o mesmo, mas definitivamente não são as mesmas lições de vida.
A imagem pode conter: 2 pessoas     Mas qual foi a minha opinião sobre "Tartarugas até lá embaixo", afinal? Galera, ele conseguiu de novo. Fez com que eu mergulhasse na história, amasse Aza Holmes e Davis Pickett de tal maneira que eu queria de fato conhecê-los. É difícil encontrar personagens que pulam da página como os do nosso John. Você se apaixona e chora por eles como se fossem seus amigos, às vezes até como se você fosse eles. O que para mim não é estranho já que na minha opinião todos tem um pouco da Aza dentro de si.
     Sobre a narrativa, amo a forma como o autor te dá uma história central que é a Aza lidando com o seu TOC e um leque de outras histórias, te faz querer saber o final de cada personagem envolvido na narrativa.  Há também uma visão de perspectiva das personagens, a "heroína" é vista quase como vilã em um ponto de vista de uma forma inacreditável e revoltante ao mesmo tempo. É como se ele soltasse várias pontas na história e arrematasse todas elas de forma genial até o final da história.
A imagem pode conter: 1 pessoa     As lições de vida não são nítidas quando falamos desse livro. É uma obra que exige bastante do seu cérebro com suas referências e frases de efeito - que se for postar todas no seu Facebook, vão ter mais de trinta (não que eu tenha feito isso). Ele nos lembra  que não somos só um "eu", somos um bioma inteiro e o quanto a procura por um "eu" dentro de si pode ser árdua. Mostra-nos a realidade de uma pessoa que sofre com este problema com tanta propriedade - afinal agora sabemos que o próprio autor sofre com este problema - que qualquer um que leia este livro com certeza passará a respeitar e entender como é a vida dessa pessoa. A frase "é só frescura" que muitos usam para justificar os problemas psicológicos caem por terra na hora. Além de tudo, nos ensina mais sobre micróbios e parasitas do que eu honestamente gostaria de aprender.
     Hoje uso a minha camiseta preta como uma citação de " Quem é você, Alasca" para representar o luto de ter acabado um livro depois de anos de espera. Aguardarei sempre por um próximo seu, John Green, pois sua escrita é minha motivação para continuar.
     Recomendo a todos que gostam ocupar a mente com filosofia em histórias simples e devorar um livro instigante e altamente intelectual.