segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Entrevista com autor #3 - Déborah Felipe


Olá leitores do blog Em minha mente! Hoje vamos conhecer a Déborah Felipe, autora da Saga “A casa das Hostesses” cujo o romance incrível já tive a oportunidade de ler e fazer uma resenha aqui no blog (Confira: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/05/o-aviso-que-o-livro-deveria-ter-casa.html). Ela é uma autora super fofa, vocês sem dúvidas se apaixonarão por seu jeitinho e como eu, não resistirão em ler a sua obra. Aproveitem!

Ficha do autor

Nome: Déborah Felipe
Obras: Ser e Estar (ebook), pela Saraiva; A Casa das Hostesses (2016) e A Casa das Hostesses Guilty (2017), pela Editora PenDragon. Também tenho alguns contos publicados em Antologias.

[Fernanda]: Descreva-se como se fosse um personagem:

[Déborah Felipe]: Déborah sempre foi sonhadora e sempre quis ser artista, sua imaginação sempre lhe foi uma grande aliada, mas, como uma boa desatenta, ela demorou muito tempo para perceber que todas as histórias que brotavam de sua imaginação a tornavam uma escritora. Foi muito tempo depois de ter escrito seu primeiro livro que ela percebeu que gostava de escrever e que esse era o sonho que ela queria perseguir com todas as suas forças!

[Fernanda]: Se pudesse se dar um adjetivo como autor, seria:
[Déborah Felipe]: Psicótica (risos). Brincadeira, acho que seria empenhada.


Hábitos de escrita

[Fernanda]: Você tem alguma rotina de escrita ou você segue a sua inspiração?
[Déborah Felipe]: Eu adoraria ter uma rotina, mas eu vivo atada às vontades da inspiração. Às vezes, ela vem e eu sinto meu coração até batendo mais forte. Eu escrevo muito rápido, pareço realmente psicótica quando estou trabalhando (risos). Eu fico muito entusiasmada quando estou inspirada.

[Fernanda]: Você escreve seus livros na ordem cronológica em que acontecem ou partes avulsas e junta no final?
[Déborah Felipe]: Talvez seja mais ou menos uma coisa que chamariam de rotina, talvez seja mais um hábito meu, mas, sempre que eu tenho uma ideia nova, eu tento imaginar as principais situações que o livro precisa ter e monto o esqueleto dele, do começo ao fim e me guio por esse esqueleto enquanto estou escrevendo. Ele nem sempre fica do mesmo jeito que eu planejei, porque enquanto eu escrevo, os personagens vão me guiando pra onde eles querem ir, mas eu tento escrever numa ordem cronológica.

[Fernanda]: Como você se sente ao terminar um livro?
[Déborah Felipe]: É uma das melhores e piores sensações que eu tenho. A felicidade por concluir uma nova história é muito forte, mas meu processo de luto quando ela acaba, às vezes, é muito pesado. É como se EU nunca mais fosse conseguir escrever um livro de novo e só de pensar nisso já me deixa angustiada! Eu tenho que trabalhar muito até conseguir começar um caminho novo e deixar aquele pra trás.

[Fernanda]: Você costuma fazer ficha para os seus personagens?
[Déborah Felipe]: Eu faço até para os casais (risos) às vezes, quando estou construindo o esqueleto da história, eu separo o que vai acontecer com cada personagem, com cada casal. Ajuda a guiar o pensamento durante a escrita, eu me perco muito menos!
 
[Fernanda]: Você tem algum autor ou obra que inspira sua escrita?
[Déborah Felipe]: Eu tenho vários! O mais importante que eu sempre menciono é o Pedro Bandeira, não tanto pelas obras dele, que são voltadas a um público diferente do meu, mas eu cresci lendo ele e eu sou apaixonada pela maneira cuidadosa dele de escrever e conversar com seus leitores. Eu sempre fui apaixonada por ele e, um ano antes de publicar A Casa das Hostesses, eu o conheci pessoalmente, numa palestra que ele deu na Livraria da Vila e foi ele quem me motivou a continuar tentando ser escritora, a atender ao meu chamado! Ele é muito importante pra toda a minha história, mesmo que nós contemos histórias diferentes!


Déborah e a Casa das Hostess

[Fernanda]: De onde veio a ideia da Casa das Hostesses? O que te inspirou?
[Déborah Felipe]: Quando eu tive a ideia da Casa das Hostesses, eu tinha encontrado um texto que falava sobre o trabalho de hostess e fiquei bastante intrigada, então eu comecei a ler muito e pesquisar de verdade, principalmente sobre toda a ideia do serviço de companhia delas, que é diferente das “acompanhantes” que nós temos no Brasil e, quanto mais eu sabia, mais a história ia se escrevendo na minha cabeça. Eu fui descobrindo cada vez mais, hoje eu tenho muito mais material sobre as hostesses do que eu tinha quando escrevi o primeiro livro. Elas são como as Gueixas, são Gueixas Modernas! E essa é uma ideia que eu ainda sou completamente apaixonada!

[Fernanda]: Existe alguém em sua vida que inspirou algum desses personagens?
[Déborah Felipe]: É muito difícil fugir de se inspirar nessa ou em outra pessoa, não é? A nossa vida sempre quer fazer uma participação especial nos livros da gente *risos* acho que o que eu mais gosto nos personagens são as pequenas características que são minhas mesmo que eu vou encontrando de vez em quando.

[Fernanda]: Qual é a reação que você espera do leitor ao ler suas duas obras?
[Déborah Felipe]: Bom, a primeira coisa que eu espero dos leitores é ter a mente aberta! A história se passa no Japão, numa boate... É difícil as pessoas darem chance pra história, porque julgam que ela é uma coisa que ela com certeza não é! E eu não digo só sobre acharem que pode ser Hot, mas também achando que é um romance água com açúcar. Acho que uma das melhores reações que eu tive até hoje foi a sua (risos). Eu quero que as pessoas terminem de ler e digam “eu realmente não estava esperando por isso”!

[Fernanda]: Seu livro ele transita muito entre o romance e o hot, você se imagina escrevendo algo relacionado a esta história com cenas ainda mais picantes?
[Déborah Felipe]: Eu, na verdade, participei recentemente de uma Antologia de Contos chamada “Hot com Amor” e foi muito interessante de escrever, mas eu não me vejo colocando cenas mais explícitas na Casa das Hostesses, porque eu tenho coisas diferentes planejadas pra ela!

[Fernanda]: Você tem algum personagem favorito? E qual você menos gosta (e por que é o Souji? Haha)
[Déborah Felipe]: Pobrezinho do Souji! (risos) Todo mundo sempre quer saber quem é o nosso personagem preferido e eu sempre dou uma resposta diferente, porque eu sou muito influenciada pelo momento em que eu estou ou em qual deles eu estou pensando. No momento, um dos meus personagens preferidos é um que vai aparecer no terceiro livro, que eu adorei escrever! Agora o que eu menos gosto deve ser o pai do Souji, Kiouji, não só porque ele é um cara mau, mas porque eu gostaria de ter escrito ele melhor.

 [Fernanda]:  A casa das Hostess é um refúgio para corações partidos e um lugar onde podemos esquecer os problemas, mas ainda é bem mais voltada para o público masculino. Você imagina um lugar parecido, mas para o público feminino, com alguns homens bonitões e com a mesma linha, porém de forma inversa?
[Déborah Felipe]:Um lugar não. Mas no quarto livro, vocês vão conhecer alguns hosts bonitões e charmosos, pode deixar!

[Fernanda]: Por que os personagens masculinos têm todos nomes japoneses como Souji, Kiouji, que é o cenário de fundo da sua história e as garotas nomes mais brasileiros como Selina e Marina?  
[Déborah Felipe]: Ser hostess não é exatamente um sonho que alguém teria, não é uma profissão que seus pais sonhariam que você tivesse, então eu imaginei que elas seriam moças que foram morar no Japão e esse foi o trabalho que elas conseguiram arranjar, sabe? Já eles não, eles são trabalhadores japoneses, que tem muito dinheiro para poder ir num lugar desses praticamente todas as noites.

[Fernanda]: Qual foi a cena que mais gostou de escrever?
[Déborah Felipe]: Eu sou completamente apaixonada pela cena em que a Marissa e o Akihito se conhecem!

[Fernanda] Qual dos dois livros da saga foi mais gostoso de escrever?
[Déborah Felipe]: Eu gosto muito do segundo, não porque eu goste menos do primeiro, mas porque eu coloquei muito mais pensamento na história ao escrevê-lo.

Outras obras e planos futuros


[Fernanda] A Casa das Hostesses terá mais livros na saga, certo? Alguma previsão de quando eles sairão?
[Déborah Felipe]: Tem sim! O terceiro já está escrito, mas eu ainda não tenho certeza de quando vai ser publicado. O quarto eu já comecei a escrever e o quinto será o último!

[Fernanda]: Se imagina escrevendo um livro totalmente diferente do que está acostumado ou prefere continuar na linha dos romances?
[Déborah Felipe]: Eu quero escrever uma nova história que eu vou tentar fugir o máximo que eu puder de romance! É uma coisa completamente nova e eu quero que seja diferente de tudo o que eu já fiz!

[Fernanda]: O que podemos esperar de você neste mundo literário?
[Déborah Felipe]: Eu realmente espero ter vindo pra ficar! Escrever é minha verdadeira paixão e eu costumo brincar que tenho mais tinta do que sangue nas veias, por isso, eu não penso em parar! Ainda tem muitas histórias, além das continuações da Casa das Hostesses que eu quero dividir!

[Fernanda]: Deixe um recado para os leitores, se divulgue, fique à vontade:
[Déborah Felipe]: Muito obrigada por esse convite, eu fiquei muito feliz de poder dividir um pouquinho dos meus pensamentos, de quem eu sou e do que eu escrevo! Não tem nada que seja mais especial do que escutar que leram e se apaixonaram pelas minhas histórias! E a todos que desejam conhecer meu mundo “mágico”, sejam muito bem-vindos à Casa das Hostesses!



 Gostou da entrevista? Conheça o trabalho da Déborah:

Casa das Hostesses (Vol .1):


Casa das Hostesses - Guilty (Vol. 2):




segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Eu troco... - Estrangeiro por nacional




Olá, leitores e leitoras do blog Em minha mente! Nós brasileiros temos esse preconceito quando se fala em livros nacionais, mas a verdade é que algumas histórias conseguem superar as estrangeiras. Precisamos quebrar esse pensamento, pois há livros bons e ruins de todas nacionalidades e devemos escolher por seu gênero favorito e não por onde o autor mora.

Claro que não adianta impor este pensamento, precisamos de argumentos. Hoje nós vamos comparar livros com a mesma temática, mas que os nacionais são na humilde opinião desta blogueira, muito melhores. E aqui vão:

Hospedeira por Esquadrão X

Esses livros têm como de fundo uma invasão alienígena e mesmo com muitas diferenças, afinal o primeiro tem como personagem principal uma extraterrestre e ela e seus companheiros acabam “consertando o nosso mundo”. A outra é alguém do exército tentando resistir a invasão do seu planeta e Esquadrão X ganha no quesito personagem e dinamismo de enredo.  As duas histórias têm boas descrições do espaço, tem lições lindíssimas para humanidade, mas assim como em Crepúsculo, as personagens de Stephanie Meyer são muito apagadinhas (e até irritantes). A narrativa é lenta, o que traz forte desejo de abandono. Já as personagens criadas por Vivian Villalba são fortes e encantadoras, o humor que permeia deixa a leitura mais leve e a muito mais dinâmica, por isso, se alguém me perguntar qual minha história de Sci-fi favorita, a resposta estará na ponta da língua e a autora é nativa do nosso território brasileiro. (Em breve, resenha de Esquadrão X no blog).

Cortes de Espinhos e Rosas por Alys - Elemento Alpha

Temos agora duas distopias, com as personagens encarando um futuro de forma diferente, mas ainda assim, as duas tendo que lidar com a magia em sua vida. Eu literalmente troquei um pelo outro e devo avisar que estou julgando pelo primeiro livro de ambas as séries. Apesar de todos os motivos, não conseguir ter paciência com Feyre, uma garota muito pobre que era explorada por suas duas irmãs e era tão ligada a uma promessa que fez pela mãe que ao receber a oportunidade de mudar gritantemente de vida ainda tenta fugir! O começo do livro, também foi muito cansativo e acabei trocando por Alys que devorei em pouco tempo, sendo uma leitora muito feliz. Talvez isso se deva também aos personagens carismáticos e o ritmo de leitura que é muito gostoso. O quesito humor também foi o diferencial nesta obra também escrita por uma brasileira.
Confira a resenha completa de Alys- Elemento Alpha:

Cinquenta tons de cinza por 23 noites de prazer

Vai ter comparação de livro hot? Vai ter sim! Ao contrário de Cinquenta tons de cinza, 23 noites de prazer é focado no empoderamento feminino de uma personagem que começa tão apagada e sem graça como Anastácia. Porém, neste, não temos nenhum CEO rebelde a ser domado. O foco é na protagonista que por suas experiências sexuais, acaba se tornando cada vez mais autoconfiante e dona da própria vida. E pra quem gostou, Nahia também trabalha em uma editora e há uma trama instigante e maravilhosa que permeia as cenas picantes e muito bem escritas do livro. Então quem curte esse tipo de romance, eu sempre indico esse nacional sem nem pensar.

Gostou das comparações? Já conhecia todos estes livros? Concorda? Discorda? Comente e vamos debater! Adoro discutir bons livros com leitores. Colocarei os links dos livro nacionais para que conheçam, pois, estes estrangeiros vocês com certeza já ouviram falar e encontram expostos em qualquer livraria que passar. Já os nacionais...




Se você gosta de nacionais sem esforço, com certeza vai gostar dos meus livros:





quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Entrevista com autor #2 - Felipe Saraiça


     Olá, leitores do blog Em minha mente! Hoje conheceremos um pouco mais o autor Felipe Saraiça que não anda com uma camiseta com os dizeres "Quer chorar? Me pergunte como." a toa. Quer conhecer um autor que representa as vozes que poucos escutam e se emocionar com lindas histórias? Venha conhecê-lo!

Já temos resenha de uma de suas obras, "Para onde vão os suicidas?" aqui, confira também: 

Ficha do autor


Nome: Felipe Saraiça
Obras: “Palavras de rua”, “Para onde vão os suicidas?” e “Descolorindo Eloáh".

[Fernanda]: Descreva-se como se fosse um personagem:

[Felipe Saraiça]: Eu não sou bom com apresentações, caro leitor. Mas te convido a me ler um pouco mais e acompanhar essa jornada do herói ao qual chamo de vida.


[Fernanda]: Se pudesse se dar um adjetivo como autor, seria:

[Felipe Saraiça]: Verdadeiro.




Hábitos de escrita

[Fernanda]: Você tem alguma rotina de escrita ou você segue a sua inspiração?

[Felipe Saraiça]: Eu busco seguir uma rotina de escrever minimamente uma página por dia. Nem sempre consigo, confesso. 


[Fernanda]: Você escreve seus livros na ordem cronológica em que acontecem ou partes avulsas e junta no final?

[Felipe Saraiça]: Geralmente eu já sei o fim da história, mas escrevo de maneira cronológica.


[Fernanda]: Como você se sente ao terminar um livro?
[Felipe Saraiça]: Aliviado, pois posso calar as vozes dos personagens e começar a escutar dos outros, haha.

[Fernanda]: Você costuma fazer ficha para os seus personagens?

[Felipe Saraiça]: Faço, sim. Até mesmo porque tenho uma péssima memória, então crio sempre para não me perder.


[Fernanda]: Você tem algum autor ou obra que inspira sua escrita?

[Felipe Saraiça]: Markus Zusak e A menina que roubava livros me inspiram muito.


Felipe e o Para onde vão os suicidas?

[Fernanda]: O que te inspirou a escrever esta história?


[Felipe Saraiça]: Falar sobre suicídio é algo que considero muito importante e eu quis passar uma mensagem, não só sobre o ato em si, mas a respeito das pessoas que buscam o suicídio.


[Fernanda]: Existe alguém em sua vida que inspirou algum desses personagens?
[Felipe Saraiça]: Há um tempo tive uma amiga que tentou cometer suicídio e ela era muito julgada por isso. Então decidi mostrar uma nova visão sobre essas pessoas, algo longe de julgamentos ou pré-conceitos.

[Fernanda]: Que mensagem você deseja passar aos leitores com a sua obra?
[Felipe Saraiça]: Que precisamos ser gentis com os outros, pois todos vivem uma luta diariamente contra si mesmo.

[Fernanda]: Qual foi o seu critério na escolha dos seus personagens e suas histórias de vida?
[Felipe Saraiça]: A vida em si. Cada personagem representa um momento da vida em que todos passam: A infância, adolescência e maioridade. Todos os personagens são representantes de nós mesmos.

[Fernanda]: Qual dos personagens mais te emocionou?

[Felipe Saraiça]: Cada personagem me trouxe grandes emoções, mas algumas cenas de Eloáh foram bem complicadas.


[Fernanda]: Por que Eloáh entre os cinco foi escolhido para um livro próprio?

[Felipe Saraiça]: Nós vivemos a realidade do personagem nos dias atuais e senti que havia mais coisa para ser dita sobre ele.


Outras obras e planos futuros

[Fernanda]: Qual de suas obras foi a que mais gostou de escrever?

[Felipe Saraiça]: Palavras de rua, pois me trouxe a escrita e ao sonho que eu não conhecia.


[Fernanda]: Falando nisso, sabemos que “Palavras de rua” virou filme. Qual é a sensação de ter sua história em outro formato?
[Felipe Saraiça]: Foi uma realização muito grande, pois foi uma longa caminhada, com grandes dificuldades, e ver a história conquistando um novo grupo me fez sentir que sigo no caminho correto.

[Fernanda]: Se imagina escrevendo um livro totalmente diferente do que está acostumado?
[Felipe Saraiça]: Sim, com certeza. A minha primeira publicação foi um conto de terror, depois publiquei Palavras de rua, onde escrevi a realidade pura, mas em seguida decidi misturar fantasia e realidade em “Para onde vão os suicidas”.

[Fernanda]: O que podemos esperar de você neste mundo literário?
[Felipe Saraiça]: Minha intenção é dar voz aqueles que não são representados, apresentar as realidades invisíveis aos meus leitores e consequentemente trazer algumas lágrimas, rs.

[Fernanda]: Deixe um recado para os leitores, se divulgue, fique à vontade:

[Felipe Saraiça]: Obrigado por me acompanharem até aqui e conhecerem um pouco mais de minhas histórias. É sempre uma satisfação falar sobre livros e literatura. 
Se quiserem me conhecer um pouco mais, meus livros estão no site da Editora Pendragon e minhas redes sociais são: Felipe Saraiça (Sou praticamente o único com esse nome, uma vantagem de ter o sobrenome incomum, hehe).


Box de todas as obras do autor:


domingo, 13 de outubro de 2019

Autora na Editora Pendragon





Hoje é dia do escritor e nada melhor para comemorar este dia que é todinho nosso do que trazendo este tema para o blog, pois é uma das minhas maiores realizações como autora, além uma forma de prestigiar muitos dos autores que admiro e fazem parte desta jornada comigo.

Conheci a Editora Pendragon por uma amiga autora, Brenda Ripardo, que conheci em um evento no Ibirapuera (relembrando a importância dos eventos). Eu estava interessada em seu livro, mas não pude comprar no dia, então, anos depois, eu combinei de encontrá-la na bienal e quando fui até o seu estande, foi amor à primeira vista. Só irá entender quem já entrou no estande da Pendragon alguma vez na vida. Tudo nele chama atenção, seus livros, os autores, o capricho em que ele é preparado... Só sei que sai de lá e falei para minha mãe no mesmo dia: O Nas Garras das Trevas será publicado naquela editora.

Assim que eu terminei de escrever o volume 2 da saga Poder Ignorado, não hesitei, enviei meu original e estava tão confiante e certa de que seria lá que não mandei para mais nenhuma. A aprovação foi uma festa que ainda não acabou!

Eu não vou entrar muito em detalhes sobre a publicação e os custos aqui neste post, se quiserem posso fazer um a parte sobre isso. (Mas caso alguém queira se informar, deixarei o link de envio de originais no final do post). O que eu quero mesmo é falar sobre os motivos de eu tê-la escolhido:

A Pendragon é como uma família. Os autores não são competitivos, nós somos irmãos que se ajudam, divulgando e apoiando um ao outro. Nós entendemos que livro não é algo que o leitor compra um só (na verdade, eu dificilmente vejo alguém saindo do estande com apenas um ou de mãos vazias) e que juntos somos muito mais fortes e iremos muito mais longe. Eles são tão cativantes e os livros são tão atrativos que nem os próprios autores que estão lá para vender conseguem sair de mãos abanando.

Meu acervo pessoal (ainda incompleto)

Não é à toa que os livros chamam atenção. Eles tratam o seu livro do jeito que ele merece e é impossível não ficar satisfeito com o resultado. Você pode ver a diferença gritante entre meu primeiro e segundo volume. A diagramação, a capa e todo o marketing que eles promovem em seu livro, além de levá-lo para os vários eventos literários que participa são sem dúvida o diferencial e se o autor correr junto com eles, o sucesso é inevitável.

Fora isso, o respeito que eles têm com os leitores, o cuidado que têm em não sufocá-los e estarem sempre à disposição ao mesmo tempo faz com que muitos queiram passar mais tempo que pretendiam lá, com longas conversas com os dragões guerreiros.

Os blogueiros também não ficam na obscuridade. A Pendragon adora mimá-los e o que eu mais via na Bienal do Rio eram eles passando por lá e promovendo os autores, pois estavam agradecidos por todo apoio que recebeu da editora e muito dispostos em retribuir.

Escolhi essa editora porque ela representa meus ideais e trabalha da forma que combina com o meu estilo.  Além de trabalhar ao lado de pessoas que transformam qualquer quantidade de horas em pé em alegria e aprendizado para vida toda. Só tenho orgulho em pertencer, ser uma entre os dragões guerreiros. Desejo a todos, um ótimo dia do escritor e convido-os a conhecer um pouco do trabalho desta editora, tenho certeza de que não vão se arrepender!

Link para Autores interessado em enviar o seu original para  Pendragon:

Link da loja da Pendragon para conhecer os livros:

 Gostou das dicas e quer conhecer o meu trabalho?







quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Resenha #8 - Alys - Elemento Alpha


Título: Alys - Elemento Alpha
Autora: Priscila Gonçalves
Editora Pendragon

Sinopse:

"Em 2033 nosso mundo não é mais o mesmo. Misteriosos metais alteraram o planeta até nas mínimas partículas, como o nosso DNA. Os humanos continuam suas vidas, com seus dois corações e tecnologia muito avançada, sem conhecer sua verdadeira natureza: a Mágica. 
Alys é só uma adolescente tentando se livrar das garras do pai superprotetor. Em uma rara incursão, ao tocar em um misterioso cajado, seus olhos se abrem para as responsabilidades de ser a única pessoa capaz de manter os metais em segurança.
Agora, ela precisará desenrolar o emaranhado de segredos em que sua vida foi mantida e aprender a dominar seus poderes antes que a escuridão chegue."



Seguindo a maratona livros Pendragon, hoje vamos falar sobre este livro incrível. Ele é o primeiro livro de uma trilogia sobre uma realidade distópica que fala sobre nosso mundo em um tempo nem tão distante assim (SOCORRO! 2033 tá logo aí!)  que foi misteriosamente invadido por metais, ninguém sabe de onde eles vieram (ou é isso que achamos no começo), mas logo perceberam que ele pode ser utilizado como meio de tecnologia e que a influência dos mesmos começou a alterar fisicamente os seres que habitam a Terra. Alys é uma garota que sofre com a sufocante proteção de seu pai e não entende o porquê de tanto cuidado até coisas estranhas começarem a acontecer com ela. Qualquer informação a mais vai estragar a descoberta que desencadeará em uma incrível aventura pela qual a garota, na companhia de um amigo de infância chamado Kyer e um rabugento guardião irão encontrar, algo que já fora predestinado muito tempo antes deles nascerem.    

É um enredo extremamente instigante e completo. Você pode ver o cuidado que a autora teve em criar os mínimos detalhes deste mundo. É possível se teletransportar para lá e se visualizar nesta realidade de tão bem construída que é.  

E não para por aí, Priscila consegue pensar em todas as criaturas que habitam escondido neste mundo, seus rituais, magias, profecias, sistemas de governo e tudo que um mundo mágico tem direito. 

Os personagens são muito intensos. Ou você os ama de cara ou os odeia imediatamente. Provavelmente por ter a narrativa em primeira pessoa e Alys ser uma pessoa muito geniosa, você acaba comprando as opiniões dela sobre eles. Claro que também junto com ela, você vai mudando de ideia em relação a alguns deles conforme a narrativa e acompanhar o crescimento de cada um deles é muito gostoso.  A proximidade com a carismática, avoada e desfocada protagonista é algo inevitável, mas isso não deixa os outros personagem para trás. Eles são muito bem desenvolvidos, todos com suas histórias para contar e com vários "Porquês" de suas vidas chegarem a tal ponto o que nos fazem compreender como elas se entrelaçam perfeitamente. Além disso, eles trazem um humor muito forte para a narrativa o que transforma muitas situações tensas em cômicas.

É um livro que fala sobre amizade, ambição e suas consequências. É a escolha certa para quem gosta de tentar imaginar qual será o futuro do planeta e curte viajar em uma fantasia. Este livro é parte de uma trilogia já completa, inclusive o box já está disponível para compra no site da Pendragon. O que me lembra de alertá-los, o final é "um típico final Pendragon": inesperado, agoniante e "quero o resto logo". Aconselho a comprar todos os livros antes de entrar nessa aventura, pois você não vai querer parar até ver o fim da história (e olhe lá, pois estou no primeiro e ainda não sei o que esperar do resto da série). Apesar disso, o final não deixa pontas soltas. Ela soube terminar a história, com um gancho para o próximo sim, mas de forma que a narrativa não ficasse incompleta, finalizando aquele ciclo. 

Fortemente recomendado e podem esperar resenhas dos próximos aqui neste blog! Pois, como podem ver, já estou envolvida por esse mundo cheio de magias. 


Links para compra:

Alys Elemento Alpha(físico): 
https://www.lojapendragon.com.br/alys-elemento-alpha

Alys Elemento Alpha (E-book):
https://www.amazon.com.br/Alys-Elemento-Alpha-Priscila-Gon%C3%A7alves-ebook/dp/B07FTVVMJZ/ref=asc_df_B07FTVVMJZ/?tag=googleshopp00-20&linkCode=df0&hvadid=379765415951&hvpos=1o1&hvnetw=g&hvrand=14655232821787238775&hvpone=&hvptwo=&hvqmt=&hvdev=c&hvdvcmdl=&hvlocint=&hvlocphy=&hvtargid=pla-810979607414&psc=1 

Box Alys (trilogia completa):

https://www.lojapendragon.com.br/fantasia/box-alys-trilogia-completa 
  

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Eventos literários e novos autores


O aniversário do Poder Ignorado já está se aproximando e me dei conta de que já se passaram quatro anos desde que eu entrei nesta jornada literária pela qual sou apaixonada. E sempre que eu posto nos stories do instagram que estou em algum evento as pessoas me perguntam como cheguei ali e tudo mais. Nesta hora eu penso “consegui o impacto que queria”.



Sempre me disseram que a parte mais difícil é escrever o livro, mas na verdade, a parte mais difícil para mim é vendê-lo e fazê-lo reconhecido. Porém eu não acho que isso seja motivo de desânimo e sim, de estudo para que se alcance cada vez mais público.

Então para ajudar autores que iniciaram agora, pensei em dar algumas dicas baseadas nas minhas experiências e neste post vocês terão a mais valiosa de todas: Participem dos eventos literários.

Esses eventos são bons para todos os amantes de livros: os autores, os leitores, os blogueiros e até e principalmente para editoras. Todos pensam "Eu quero participar de uma bienal do livro!", mas por que este evento é tão importante? Não são todos que fazem sucesso de vendas em sua primeira bienal, eu mesma me encaixo neste padrão, mas o meu sucesso nestes eventos é outro.

É nestes momentos em que se faz um bom networking.  Você conhece os leitores, faz boas parcerias e aí as pessoas conhecem você e sua história. O boca-a-boca, mesmo com todos os meios de marketing já existentes, ainda é um dos melhores aliados da venda. Então uma bienal é o momento em que você deve investir na sua carreira e chamar atenção. Faça brindes fofos, marcadores e tudo o que tiver de ideia para chamar atenção.  Conquiste seu leitor. Lembre-se um leitor fiel e apaixonado pelo seu trabalho faz mais marketing do que uma empresa todinha.  Outra coisa legal de comentar mesmo que você não venda muitas cópias naquele evento em específico, se você fizer um bom stories mostrando o seu trabalho, já começa a atrair a atenção das pessoas para si.

Além disso, é um ótimo lugar para conhecer pessoas que estão na mesma jornada que você e pode trocar figurinhas. Sempre alguém tem aquela dica que você ainda não tinha tentado. Eu aprendi com os autores da minha atual editora que se nos unirmos, crescemos juntos e isto é muito real. Inclusive, se não fosse essa troca gostosa com eles em um deste eventos (um pequeno, diga-se de passagem) talvez eu não conhecesse a editora que publiquei meu segundo livro pela qual sou apaixonada e pretendo publicar todos os meus futuros livros daqui em diante, se passar pela avaliação, claro (Em breve farei um post falando sobre minha experiência na editora).


Evento pequenos, Fernanda? Com poucos leitores? Indico demais! Há quatro anos eu participo de cada evento que encontro em minha cidade. Grande, pequeno, mais de mil pessoas ou só um bando de autores reunidos para trocar experiências. A ideia é sempre ser visto.

Eu sempre vou em eventos no parque do Ibirapuera, por exemplo. Fiz amizade com os organizadores e eles sempre deixavam eu falar um pouco sobre a história do meu livro. Eu geralmente vendia para os que fazia amizade (outra técnica infalível, se os leitores gostam de você, eles levam), mas era muito difícil vender para desconhecidos porque esses eventos ganhavam muitas parcerias. Tantas, a ponto de cada participante sair com um livro na mão nos sorteios. Porém, sempre me dedicava a falar sobre ele em todos os que participava.

Eles também faziam piqueniques para reencontro do pessoal com atividades mais leves e muita comida reunida de forma comunitária (#saudadesUS). Nesse dia que eu ia apenas para me divertir do nada algumas pessoas me viam e falavam “ Você é a autora do Poder Ignorado, não é? Trouxe dinheiro para comprar o seu livro”. Isso sem fazer esforço nenhum naquele dia.

Então a ideia é persistência e aparecer sempre que pode. O que, sinceramente, para quem ama essa vida e sente que nasceu para isso, não é esforço nenhum. Participem dos eventos, mesmo que não tenha livro nenhum publicado ainda. Conheçam e INTERAJAM COM PÚBLICO (gravem isso)! No final não terá que fazer nada além de se divertir.

Gostou das dicas e quer conhecer o meu trabalho?