segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Entrevista com autor #3 - Déborah Felipe


Olá leitores do blog Em minha mente! Hoje vamos conhecer a Déborah Felipe, autora da Saga “A casa das Hostesses” cujo o romance incrível já tive a oportunidade de ler e fazer uma resenha aqui no blog (Confira: https://emminhamenteftcastro.blogspot.com/2019/05/o-aviso-que-o-livro-deveria-ter-casa.html). Ela é uma autora super fofa, vocês sem dúvidas se apaixonarão por seu jeitinho e como eu, não resistirão em ler a sua obra. Aproveitem!

Ficha do autor

Nome: Déborah Felipe
Obras: Ser e Estar (ebook), pela Saraiva; A Casa das Hostesses (2016) e A Casa das Hostesses Guilty (2017), pela Editora PenDragon. Também tenho alguns contos publicados em Antologias.

[Fernanda]: Descreva-se como se fosse um personagem:

[Déborah Felipe]: Déborah sempre foi sonhadora e sempre quis ser artista, sua imaginação sempre lhe foi uma grande aliada, mas, como uma boa desatenta, ela demorou muito tempo para perceber que todas as histórias que brotavam de sua imaginação a tornavam uma escritora. Foi muito tempo depois de ter escrito seu primeiro livro que ela percebeu que gostava de escrever e que esse era o sonho que ela queria perseguir com todas as suas forças!

[Fernanda]: Se pudesse se dar um adjetivo como autor, seria:
[Déborah Felipe]: Psicótica (risos). Brincadeira, acho que seria empenhada.


Hábitos de escrita

[Fernanda]: Você tem alguma rotina de escrita ou você segue a sua inspiração?
[Déborah Felipe]: Eu adoraria ter uma rotina, mas eu vivo atada às vontades da inspiração. Às vezes, ela vem e eu sinto meu coração até batendo mais forte. Eu escrevo muito rápido, pareço realmente psicótica quando estou trabalhando (risos). Eu fico muito entusiasmada quando estou inspirada.

[Fernanda]: Você escreve seus livros na ordem cronológica em que acontecem ou partes avulsas e junta no final?
[Déborah Felipe]: Talvez seja mais ou menos uma coisa que chamariam de rotina, talvez seja mais um hábito meu, mas, sempre que eu tenho uma ideia nova, eu tento imaginar as principais situações que o livro precisa ter e monto o esqueleto dele, do começo ao fim e me guio por esse esqueleto enquanto estou escrevendo. Ele nem sempre fica do mesmo jeito que eu planejei, porque enquanto eu escrevo, os personagens vão me guiando pra onde eles querem ir, mas eu tento escrever numa ordem cronológica.

[Fernanda]: Como você se sente ao terminar um livro?
[Déborah Felipe]: É uma das melhores e piores sensações que eu tenho. A felicidade por concluir uma nova história é muito forte, mas meu processo de luto quando ela acaba, às vezes, é muito pesado. É como se EU nunca mais fosse conseguir escrever um livro de novo e só de pensar nisso já me deixa angustiada! Eu tenho que trabalhar muito até conseguir começar um caminho novo e deixar aquele pra trás.

[Fernanda]: Você costuma fazer ficha para os seus personagens?
[Déborah Felipe]: Eu faço até para os casais (risos) às vezes, quando estou construindo o esqueleto da história, eu separo o que vai acontecer com cada personagem, com cada casal. Ajuda a guiar o pensamento durante a escrita, eu me perco muito menos!
 
[Fernanda]: Você tem algum autor ou obra que inspira sua escrita?
[Déborah Felipe]: Eu tenho vários! O mais importante que eu sempre menciono é o Pedro Bandeira, não tanto pelas obras dele, que são voltadas a um público diferente do meu, mas eu cresci lendo ele e eu sou apaixonada pela maneira cuidadosa dele de escrever e conversar com seus leitores. Eu sempre fui apaixonada por ele e, um ano antes de publicar A Casa das Hostesses, eu o conheci pessoalmente, numa palestra que ele deu na Livraria da Vila e foi ele quem me motivou a continuar tentando ser escritora, a atender ao meu chamado! Ele é muito importante pra toda a minha história, mesmo que nós contemos histórias diferentes!


Déborah e a Casa das Hostess

[Fernanda]: De onde veio a ideia da Casa das Hostesses? O que te inspirou?
[Déborah Felipe]: Quando eu tive a ideia da Casa das Hostesses, eu tinha encontrado um texto que falava sobre o trabalho de hostess e fiquei bastante intrigada, então eu comecei a ler muito e pesquisar de verdade, principalmente sobre toda a ideia do serviço de companhia delas, que é diferente das “acompanhantes” que nós temos no Brasil e, quanto mais eu sabia, mais a história ia se escrevendo na minha cabeça. Eu fui descobrindo cada vez mais, hoje eu tenho muito mais material sobre as hostesses do que eu tinha quando escrevi o primeiro livro. Elas são como as Gueixas, são Gueixas Modernas! E essa é uma ideia que eu ainda sou completamente apaixonada!

[Fernanda]: Existe alguém em sua vida que inspirou algum desses personagens?
[Déborah Felipe]: É muito difícil fugir de se inspirar nessa ou em outra pessoa, não é? A nossa vida sempre quer fazer uma participação especial nos livros da gente *risos* acho que o que eu mais gosto nos personagens são as pequenas características que são minhas mesmo que eu vou encontrando de vez em quando.

[Fernanda]: Qual é a reação que você espera do leitor ao ler suas duas obras?
[Déborah Felipe]: Bom, a primeira coisa que eu espero dos leitores é ter a mente aberta! A história se passa no Japão, numa boate... É difícil as pessoas darem chance pra história, porque julgam que ela é uma coisa que ela com certeza não é! E eu não digo só sobre acharem que pode ser Hot, mas também achando que é um romance água com açúcar. Acho que uma das melhores reações que eu tive até hoje foi a sua (risos). Eu quero que as pessoas terminem de ler e digam “eu realmente não estava esperando por isso”!

[Fernanda]: Seu livro ele transita muito entre o romance e o hot, você se imagina escrevendo algo relacionado a esta história com cenas ainda mais picantes?
[Déborah Felipe]: Eu, na verdade, participei recentemente de uma Antologia de Contos chamada “Hot com Amor” e foi muito interessante de escrever, mas eu não me vejo colocando cenas mais explícitas na Casa das Hostesses, porque eu tenho coisas diferentes planejadas pra ela!

[Fernanda]: Você tem algum personagem favorito? E qual você menos gosta (e por que é o Souji? Haha)
[Déborah Felipe]: Pobrezinho do Souji! (risos) Todo mundo sempre quer saber quem é o nosso personagem preferido e eu sempre dou uma resposta diferente, porque eu sou muito influenciada pelo momento em que eu estou ou em qual deles eu estou pensando. No momento, um dos meus personagens preferidos é um que vai aparecer no terceiro livro, que eu adorei escrever! Agora o que eu menos gosto deve ser o pai do Souji, Kiouji, não só porque ele é um cara mau, mas porque eu gostaria de ter escrito ele melhor.

 [Fernanda]:  A casa das Hostess é um refúgio para corações partidos e um lugar onde podemos esquecer os problemas, mas ainda é bem mais voltada para o público masculino. Você imagina um lugar parecido, mas para o público feminino, com alguns homens bonitões e com a mesma linha, porém de forma inversa?
[Déborah Felipe]:Um lugar não. Mas no quarto livro, vocês vão conhecer alguns hosts bonitões e charmosos, pode deixar!

[Fernanda]: Por que os personagens masculinos têm todos nomes japoneses como Souji, Kiouji, que é o cenário de fundo da sua história e as garotas nomes mais brasileiros como Selina e Marina?  
[Déborah Felipe]: Ser hostess não é exatamente um sonho que alguém teria, não é uma profissão que seus pais sonhariam que você tivesse, então eu imaginei que elas seriam moças que foram morar no Japão e esse foi o trabalho que elas conseguiram arranjar, sabe? Já eles não, eles são trabalhadores japoneses, que tem muito dinheiro para poder ir num lugar desses praticamente todas as noites.

[Fernanda]: Qual foi a cena que mais gostou de escrever?
[Déborah Felipe]: Eu sou completamente apaixonada pela cena em que a Marissa e o Akihito se conhecem!

[Fernanda] Qual dos dois livros da saga foi mais gostoso de escrever?
[Déborah Felipe]: Eu gosto muito do segundo, não porque eu goste menos do primeiro, mas porque eu coloquei muito mais pensamento na história ao escrevê-lo.

Outras obras e planos futuros


[Fernanda] A Casa das Hostesses terá mais livros na saga, certo? Alguma previsão de quando eles sairão?
[Déborah Felipe]: Tem sim! O terceiro já está escrito, mas eu ainda não tenho certeza de quando vai ser publicado. O quarto eu já comecei a escrever e o quinto será o último!

[Fernanda]: Se imagina escrevendo um livro totalmente diferente do que está acostumado ou prefere continuar na linha dos romances?
[Déborah Felipe]: Eu quero escrever uma nova história que eu vou tentar fugir o máximo que eu puder de romance! É uma coisa completamente nova e eu quero que seja diferente de tudo o que eu já fiz!

[Fernanda]: O que podemos esperar de você neste mundo literário?
[Déborah Felipe]: Eu realmente espero ter vindo pra ficar! Escrever é minha verdadeira paixão e eu costumo brincar que tenho mais tinta do que sangue nas veias, por isso, eu não penso em parar! Ainda tem muitas histórias, além das continuações da Casa das Hostesses que eu quero dividir!

[Fernanda]: Deixe um recado para os leitores, se divulgue, fique à vontade:
[Déborah Felipe]: Muito obrigada por esse convite, eu fiquei muito feliz de poder dividir um pouquinho dos meus pensamentos, de quem eu sou e do que eu escrevo! Não tem nada que seja mais especial do que escutar que leram e se apaixonaram pelas minhas histórias! E a todos que desejam conhecer meu mundo “mágico”, sejam muito bem-vindos à Casa das Hostesses!



 Gostou da entrevista? Conheça o trabalho da Déborah:

Casa das Hostesses (Vol .1):


Casa das Hostesses - Guilty (Vol. 2):




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