segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Meu verdadeiro furacão

     Só quem tem irmãos sabe realmente o que é conviver em sociedade. Dividir a casa, os pais, comida e muitas vezes até roupa.
     O impressionante, é que mesmo saindo da mesma barriga, essas criaturas NUNCA são iguais a você. Posso exemplificar em minha própria casa: temos uma escritora, uma veterinária e uma puladora de poças (houveram mil profissões depois dessa, mas essa é realmente a minha favorita). Uma gosta de azul, outra de rosa e a outra de amarelo. Pop, qualquer coisa, funk. Respectivamente. Somos completamente diferentes! (apesar de insistirem que somos iguais fisicamente).
(adivinha quem pagou?)

     Competimos por atenção e pelo mesmo espaço como animais irracionais. Quando temos que dividir o mesmo quarto então... A guerra está armada. Um é organizado, o outro é bagunceiro e cada um cutuca o outro apontando as suas diferenças. Mas nada se compara a um usando algo que pertence ao outro. Pode ser uma roupa, sapato, brincando e ate uma presilha minúscula de cabelo! A briga estoura tão forte que até a mãe tem que intervir.


     Mas no fundo, não importa o quanto vocês se desentendam, sua (eu) irmã(o) sempre estará lá para você. Ele ou ela é a melhor pessoa para conversar, pois te conhece de verdade e apesar de tudo sempre vai querer seu bem. Não importa o quão séria seja a sua briga e mesmo que o rancor que habita o seu coração seja grande o bastante para separá-los, sempre haverá espaço para o amor por essa criatura. É ele (a) que foi escolhido para acompanhar parte de sua vida e, com o tempo, você vai descobrindo o porquê.
(primeiro abraço registrado)

     Esse post é em homenagem às duas pessoas que realmente fizeram a minha infância. Que estavam lá todos os dias, me suportando e fazendo companhia. Que me trouxeram as risadas mais longas e as lágrimas mais doidas. Eu amo vocês, piranhas, feliz dia das crianças pra nós, afinal, entre nós, nunca iremos crescer.

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