quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Resenha #11 - As princesas de Caliestel


Olá leitores do blog Em minha mente! Bem-vindos a primeira resenha de 2020! Hoje iremos conhecer o livro “As princesas de Caliestel”. Um livro incrível para quem gosta de reinos, romances complicados e aquele toque de magia.

Dica Importante: Este livro está participando de uma promoção (assim como todos da editora Pendragon) que deixou os e-books com 50% de desconto, então se você é da comunidade dos amantes de livros digitais, os links para compra estão no final do post. Clique e já garanta o seu pois é só até o final deste mês!


 Título: As princesas de Caliestel
Autora: Marianna A. Araujo
Editora Pendragon

Sinopse:

“O pequeno país de Caliestel é dividido em dez cidades que possuem nomes um tanto diferentes, nele reinava a paz e a alegria, até que a princesa Sara é sequestrada aos 12 anos de idade.
Inconformado com o acontecido, Eduardo, o melhor amigo de Sara e filho do caseiro de confiança do rei, foge de casa para procurar a menina. Ele fracassa na missão, mas encontra algo especial: uma garotinha corajosa, destemida e apaixonada que se tornará a nova princesa de Caliestel. Com o passar dos anos, Beatriz se torna uma linda jovem amada pelo povo, e apaixonada por Eduardo, que jamais perdeu as esperanças de encontrar a princesa perdida. Em meio a mistérios, romances e aventuras, será que o destino das duas se unirá de alguma forma?

A obra gira em torno de duas princesas: Sara que desapareceu em uma ida a feira
com a mãe, para um lugar que os guardas reais foram incapazes de achar e Beatriz que apareceu do nada em uma floresta, sozinha e sem memórias, sendo resgatada pelo filho de um dos guardas de confiança do rei e acabou sendo adotada pelos governantes que estavam de luto por sua pequena desaparecida. Os maiores de mistérios são: de onde veio Beatriz e onde está Sara?

Além de todas as perguntas instigantes que já temos ao iniciar o livro, já somos logo apresentados ao quarteto amoroso, pois Beatriz é apaixonada por seu amigo Eduardo que dedica todos os seus esforços para encontrar seu amor de infância, a princesa perdida Sara, enquanto seu irmão, Arthur, apaixonado pela princesa Beatriz, a segue por todo canto, atormentando-a em um amor secreto e guardado dentro de si. Sim, esse quarteto é uma confusão na certa e imagine com uma pitada bem sutil de magia envolvendo-os sem que percebam?

Crítica



A primeira coisa que me chamou atenção (após recuperar o fôlego que esta diagramação maravilhosa me tirou) foi em como a autora construiu o cenário, um país com cidades com nomes de cores! Muito fofo e acolhedor! E mais legal é a correspondência, por exemplo, Gray é onde os guardas reais treinam, Black onde ficam os transgressores da lei, Blue onde fica o Castelo e assim vai. A autora até desenhou um mapinha onde podemos nos localizar na história! Além disso, os locais são perfeitamente descritos e você consegue mergulhar facilmente naquele mundinho que ela criou, te fazendo querer ser uma princesa também.

Depois, é inevitável para mim não prestar atenção nos personagens. Todos eles têm uma personalidade bem gritante e completamente diferente. Beatriz é uma personagem que confesso, foi difícil de aturar no começo por ser mimada e egoísta, mas foi incrível a evolução que ela passa no decorrer da história. A narrativa mostra que no fundo ela tem um coração de ouro e é muito bondosa, nos surpreendendo com suas atitudes até o final do livro, percebemos que, afinal de contas, ela é apenas um ser humano livre e imprevisível e aprendemos amá-la por isso. O Eduardo é o típico boy que sabe que não gosta de você, mas não quer te magoar. Fica ali alimentando suas esperanças enquanto flerta com aquela outra e tem a fulana que beija ele, parece que ele não tem pulso para dizer não para ninguém ou para discernir seus próprios sentimento e seguir seu coração. Ele também cresce bastante, mas sua personalidade nem se compara com a do irmão que é tão mais maduro que acaba sendo o emissor das broncas, quando deveria ser o contrário por ser o mais novo. “E a Sara?” Vocês me perguntam. Amaria comentar sobre ela, mas vou deixar esse mistério para descobrirem durante a leitura.

A autora conseguiu criar o que eu chamo de “Confusão amorosa” e resolvê-la com maestria. É um livro leve que atrairá muito o público infanto-juvenil, cativante e instigante. Marianna consegue levar a história em um narrador onisciente, nos trazendo todos os pensamentos de cada personagem e nos deixando a par de vários acontecimentos ao mesmo tempo sem que a narrativa fique confusa.  Ela também é uma raridade de final feliz da editora Pendragon, então podem ler sem medo. É a escolha perfeita para você que quer respirar um pouco com um romance gostoso e bem adolescente. Recomendo muito aos amantes do gênero!
   


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