segunda-feira, 11 de maio de 2020

Entrevista com autor #6 - Fernanda T. Castro

Olá, leitores do Blog Em minha mente! Dessa vez teremos uma entrevista diferente! A maravilhosa Joyce Galdino fez algumas perguntas sobre a trilogia Poder Ignorado a digníssima autora (vulgo, eu) e permitiu que eu a publicasse aqui no blog. Tenho certeza que vão curtir, pois revelo muitas curiosidades sobre os livros que não contém em outras entrevistas. Além de algumas revelações sobre o Fruto da Imaginação:

Ficha da autora

Nome: Fernanda T. Castro


Obras: Vida Adolescente (wattpad), Poder Ignorado e Nas Garras das Trevas


Se pudesse se dar um objetivo como autora seria: Criativa 


Descreva-se como se fosse um personagem: Fernanda era uma daquelas garotas que nunca passam despercebidas. Você pode identificá-las derrubando tudo o que está ao seu redor ou pisando no seu pé acidentalmente quando vai ter cumprimentar pela primeira vez. Pode parecer tímida em um primeiro momento, mas ao ganhar confiança, descobre que é uma tagarela profissional. É sempre honesta, mesmo que isso custe sua simpatia por ela e vai ser fiel enquanto confiar em você ou um nada a partir de seu primeiro vacilo.  



[Joy]: Como você soube que Poder Ignorado seria um livro e não uma história qualquer que acabaria em menos de quinze páginas?
[Fernanda]: Bom, as ideias vêm no meu cérebro sempre nesses momentos de banho (principalmente), lavando louça e tal. Uma combinação de ociosidade cerebral e água. Acho que sou o Percy (risos), mas quando eu comecei a colocar para fora que a história se definiu como algo que não seria uma história de quinze páginas. Eu tenho muito fresco em minha memória o dia que fui tomar o café com o Lucas (amigo que inspirou o personagem Daniel) e contei a história para ele. Nesse dia, ele me lembrou que eu não tinha um vilão para a história. Acho que foi sempre o Daniel que tornou a trilogia instigante como é. O que me fez dar outro final para ele, bem diferente do que eu tinha planejado e fez a história chegar até aqui.

[Joy]: Então sem o Daniel, talvez o livro realmente virasse uma história de quinze páginas? Ele é o coração da Saga Poder Ignorado apesar da Lena narrar boa parte da história publicada?
[Fernanda]: Eu acho que o livro podia seguir normalmente sem a Lena, mas sem o Daniel e, detesto admitir, sem o Jhonatam, eu teria desistido da história como aconteceu com tantas outras tentativas entre o Vida Adolescente e o Poder Ignorado. Afinal, tudo começou com a decepção de um amor não correspondido que eu tive por ele.

[Joy]: Em que ponto você soube que seriam três livros?
[Fernanda]: Eu sempre soube que seria mais de um, mas eu só decidi com firmeza que seriam três entre a escrita do meio para o fim do Nas Garras das Trevas, porque ali eu já sabia qual seria o final da trilogia. Percebi que apesar da Lena ser dispensável na narrativa, os livros meio que acompanham a vida dela e acabam... Bem... Sem spoilers!

[Joy]: Ok, sem spoilers. Sobre o processo criativo: existe mesmo aquela coisa de “os personagens falam comigo e contam seus próximos passos” ou isso é uma tentativa de se mostrar humilde e passar para os personagens o seu mérito em escrever tudo?
[Fernanda]: Definitivamente existe! Se eu fosse a Lena, não teria feito nada do que ela fez. Sério! E olha que ela é meu alterego! Aquela cena no primeiro livro em que ela termina com o Daniel e vai salvar o Jhonatam, eu escrevi chorando porque me apaixonei por Daniel e não queria que eles que se separassem. A Lena também estava apaixonada por ele, mas não no meu nível, eu acho (risos). Eu acabei vendo-o em outra perspectiva no decorrer da narrativa e... Só sei que acabei o livro com um sentimento de “isso não pode ficar assim” e aí mudei toda a história que estava planejando para o Nas Garras das Trevas (que eu sempre soube o nome e ele se encaixou mais ainda para a história nova do que para a que estava planejando antes).

[Joy]: Sobre os personagens secundários de Nas Garras das Trevas: nós já conversamos anteriormente e você disse que eles não eram para ser tão importantes a ponto do público querer ver mais deles, porém Bia, Stevie , e até o imbecil do Thiago (mexeram demais conosco - leitores e sim me coloco no meio). Minha pergunta é, você pretende contar um pouco mais sobre e dar um final para eles também em Fruto da Imaginação, ou você acha que isso pode fugir um pouco da trama principal?
[Fernanda]: Eu darei um final para todos eles, confesso que ainda não tinha pensado no do Thiago ainda, mas só de mencionar ele a minha mente já começa a virar um turbilhão de ideias, mas não tenho espaço para falar muito sobre eles porque eu percebi que os principais estão consumindo muito do livro. Muita coisa precisa ser feita na vida deles.

[Joy]: Uma coisa que eu senti falta nos livros foi um aprofundamento na relação entre a Lena e a mãe. Apesar da Lena morar a vida toda com a mãe, eu senti falta de uma relação mais próxima das duas. Você chegou a pensar sobre isso ou nunca foi realmente um problema?
Joy e Fernanda no lançamento
do Nas Garras das Trevas
[Fernanda]: Bom, apesar da Lena morar com a mãe, elas duas nunca se entenderam muito bem. A Dona Aline é uma mulher muito pé no chão que não quer nem saber dessa história de Reino de Luz até que precisa lidar com isso dentro da própria casa. Eu acho normal que ela não apareça muito na história porque ela é contada na perspectiva da Lena. Eu ainda vou frisar isso no Fruto da Imaginação, mas a Lena é mais próxima do pai por terem a mesma visão de vida. Já a Lia é mais próxima da mãe pelos mesmos motivos... Mas voltando a relação da Lena e Dona Aline, eu vejo que as duas se arranharam, não se entendem, mas quando a Lena está sem chão e não sabe o que fazer é pela mãe que ela grita. A mãe consegue ordenar os pensamentos e sentimentos dela por ser mais fria e calculista. E sim, essa relação é baseada em fatos reais (risos).

[Joy]: Agora tudo faz sentido! (risos) Eu quero entender um pouco mais sobre como surgem as ideias na sua cabeça, então quem foi que chegou primeiro na sua mente dizendo “conta a minha história, por favor”?

[Fernanda]: Acho que o que veio primeiro não foi um personagem em si, mas foi um pensamento: “Como o mundo seria se acontecesse exatamente como eu imagino?” E é por isso que o nome a princípio seria “Em minha mente” e daí surgiram os amigos imaginários, os medos e talvez por isso o mundo pareça tão pequeno no primeiro livro, porque ele teve origem da cabeça de uma pessoa e depois se expandiu, abrigando os amigos imaginários e medos das outras pessoas do mundo.

[Joy]: Muito obrigada por me deixar conhecer um pouco mais sobre o seu processo criativo. Foi muito esclarecedor e com certeza me fez amar ainda mais essa história linda.
[Fernanda] Eu que agradeço pela honra! 

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Instagram: @fehtcastro

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